Gabriel não deixa Maria em suspense. Afinal, ela quer saber como poderá ser uma virgem mãe, e ainda mais de alguém tão extraordinário. Ele explica a Maria o inexplicável: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, o Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35).

Tente imaginar a cena: Maria, uma jovem comum, morando em Nazaré, cidade da qual os judeus costumavam dizer que nenhuma coisa boa podia vir dali (Jo 1:46), e noiva do jovem José, que logo ficará sabendo que ela está grávida de outro. A coisa toda já seria estranha sem a informação de que tal concepção será virginal.

Mas o assunto de Deus em sua Palavra não é Maria, e sim Jesus. Tudo, de Gênesis a Apocalipse, gira em torno dele e felizes aqueles que são figurantes nos eventos estrelados pelo Filho de Deus. Maria é uma privilegiada, porém não foi por meio dela e para ela que Deus criou todas as coisas. Foi por Jesus e para Jesus.

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens” — diz João na abertura de seu evangelho. Maria é mencionada pela última vez no início do livro de Atos. Ela não é mencionada nas epístolas ou cartas dos apóstolos.

A concepção virginal é uma verdade fundamental do cristianismo e qualquer pessoa ou religião que não a confesse não é de Deus. Trata-se de um evento sobrenatural, uma concepção do Espírito Santo. Outro ponto importante é que Jesus já existia antes. A concepção é o início apenas de sua história humana. João, em seu evangelho, explica que Jesus existia desde o princípio, ou seja, na eternidade, e em sua primeira epístola o chama de “Verdadeiro Deus”. Em Isaías 9:6, o mesmo versículo que anuncia sua vinda como um menino, ele é chamado de “Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.

Entenda também que Jesus já era Filho de Deus antes mesmo de vir em um corpo de carne, por ser uma das três Pessoas divinas da Trindade, juntamente com o Pai e o Espírito Santo. Ele era Filho de Deus antes, foi Filho de Deus durante sua vida aqui, e é Filho de Deus para sempre como Homem ressuscitado e glorificado. Ao nascer como um ser humano ele assumiu também títulos de Filho do Homem e Filho de Davi, ascendência garantida por sua linhagem humana.

No próximo post veja qual foi a reação de Maria a tudo isso.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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