Depois da parábola da ovelha perdida o Senhor conta outra que também termina em alegria. Ele diz: “Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15:8-10).

Se antes a perdida era uma ovelha rebelde e capaz de caminhar aonde não devia, agora é uma moeda, um objeto inanimado como o pecador morto e incapaz. Se, por um lado, somos tão incapazes quanto uma moeda de sairmos da perdição causada pelo pecado herdado de Adão, por outro usamos dessa natureza para pecar, entregando nossos corpos à “escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade” como “escravos do pecado” (Rm 6:19-20). Andamos praticando pecados como a ovelha desgarrada porque somos pecadores como a moeda perdida.

O trabalho do Pastor foi ir pessoalmente até a ovelha em sua condição perdida e carregá-la nos ombros de volta à sua casa. Jesus desceu da glória dos céus, assumiu a forma humana e foi às últimas consequências para salvar a ovelha perdida. “Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” (Fp 2:6-8).

Se no Pastor vemos o Filho de Deus carregando o peso da salvação de sua ovelha, na mulher vemos os sentimentos do Espírito Santo empenhado na busca daquilo que não quer perder. Para encontrar sua moeda ela acende uma luz, e é pela ação do Espírito que “a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:4) revela ao pecador sua condição de perdido e necessitado. Mas a história não ficaria completa se o Senhor contasse apenas estas duas parábolas que falam do papel do Filho de Deus e do Espírito Santo na salvação do pecador. Falta ainda uma terceira Pessoa da Trindade, o Pai, feliz por avistar ao longe o filho perdido que caminha de volta ao lar.

É o que iremos ver no próximo post, na parábola do filho pródigo. Ou será que deveríamos chamá-la de “Parábola do Pai pródigo”?

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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