Ao voltarem da missão à qual foram enviados, os apóstolos estão ansiosos para contar tudo o que fizeram com o poder e autoridade do Senhor. Sabendo que eles precisam descansar, Jesus os leva a um lugar deserto próximo a Betsaida, mas é seguido por uma multidão e acaba ministrando a ela, falando-lhes do Reino e curando seus enfermos.

“Ao fim da tarde os doze aproximaram-se dele e disseram: ‘Manda embora a multidão para que eles possam ir aos campos vizinhos e aos povoados, e encontrem comida e pousada, porque aqui estamos em lugar deserto’. Ele, porém, respondeu: ‘Deem-lhes vocês algo para comer’. Eles disseram: ‘Temos apenas cinco pães e dois peixes — a menos que compremos alimento para toda esta multidão’. E estavam ali cerca de cinco mil homens” (Lc 9:12-14).

Não somos diferentes dos apóstolos. Quando o assunto é sair em missões para terras distantes, nenhuma dificuldade é grande demais. Mas, quando é questão de atender aqueles que estão próximos de nós, procuramos nos livrar do problema. Somos mais propensos a contribuir para uma obra missionária na África, do que a falar de Cristo ao mendigo que dorme ali na calçada. “Manda embora a multidão”, dizem os discípulos a Jesus.

Mas o Senhor não faz o que eles pedem e ainda os envolve no trabalho de alimentar a multidão. Os poucos recursos disponíveis — cinco pães e dois peixes — são milagrosamente multiplicados por Jesus. Ao invés de fazer os pães e peixes chegarem também milagrosamente às mãos das pessoas, ele prefere entregá-los aos discípulos para que estes entreguem à multidão. Jesus quer nos envolver na sua obra e um coração agradecido pela salvação que recebeu de graça irá voluntariamente colocar-se à disposição dele.

O trabalho de distribuir os pães e peixes não deve ter sido fácil para os discípulos, mas que agradável surpresa descobrir no final que sobraram doze cestos — um para cada apóstolo que trabalhou naquela obra. Jesus não só tem prazer em nos envolver em sua obra, como nos recompensa por isso. “O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita” (2 Tm 2:6).

A Palavra de Deus nos encoraja, dizendo: “Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los… Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil” (Hb 6:10; 1 Co 15:58).

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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