O mesmo semeador — Jesus — volta a semear. Na outra parábola a semente é uma só, a Palavra de Deus, mas os solos são diferentes e dão tanto resultados falsos como verdadeiros. Agora o semeador semeia uma semente que revela ser trigo, e o inimigo planta uma erva daninha muito parecida com o trigo. Estamos falando daqueles que são verdadeiros e falsos na esfera do reino dos céus.

O reino dos céus não é o céu e tampouco a igreja, mas a esfera dos que professam crer em Jesus, sejam eles genuínos ou não. A igreja não existia quando Jesus contou esta parábola, e só seria formada após sua morte e ressurreição. Leia o capítulo 2 de Atos para entender.

No campo, que é o mundo, há falsos e verdadeiros, mas na igreja, que é o corpo de Cristo, o conjunto dos que foram salvos por ele, todos são genuínos. Quando falo “igreja”não estou falando das organizações ou denominações que os homens chamam de “igrejas”. Nelas são as próprias pessoas que se tornam membros. No corpo de Cristo é Jesus quem acrescenta os membros.

Se você aprendeu teoria dos conjuntos vai entender que a igreja é um subconjunto de um conjunto maior chamado cristandade, a esfera dos cristãos professos, sejam eles joio ou trigo.

O semeador da parábola semeia a boa semente no mundo. O inimigo vem e semeia o joio, a erva daninha, aqueles que apenas professam ser servos no reino dos céus. O inimigo é, obviamente, o diabo, e ele espalha os falsos cristãos pelo mundo numa tentativa de corromper os verdadeiros.

Não há como arrancar o joio. Os verdadeiros cristãos vão continuar espalhados por aí misturados com os falsos, até chegar a hora em que Deus providenciará essa colheita seletiva. Isso não é tarefa para homens.

Falar de semeador, de joio e de trigo numa sociedade predominantemente urbana como a nossa pode não fazer muito sentido. Mas você vai entender a gravidade da coisa se eu recontar a história assim: “Era uma vez um fabricante que lançou um produto de grife. Veio o concorrente e entulhou o mercado com uma cópia barata e pirata”.

Agora você entendeu que o falso não presta, mas é tão parecido com o verdadeiro que é impossível tirá-lo do mercado sem correr o risco de destruir o verdadeiro. É melhor deixar o fabricante decidir quando e como irá recolher os produtos piratas para incinerá-los.

Por Mario Persona

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