A festa de casamento da parábola contada por Jesus no capítulo 22 de Mateus exigia traje a rigor. O convite era para qualquer um, independente de sua condição, e tudo estava preparado, inclusive o traje adequado para os convidados, como aqueles paletós de reserva que os restaurantes chiques têm para clientes desprevenidos.

A graça de Deus convida a todos, e Deus preparou tudo para sermos salvos. Portanto não há coisa alguma que você precise fazer ou trazer para desfrutar da salvação eterna. Porém essa dádiva precisa ser aceita na sua totalidade para ser considerada como entregue. Ao receber uma encomenda você assina um recibo aceitando tudo o que vem no pacote.

O rei anfitrião indaga de um convidado como ele tinha entrado ali sem o traje a rigor. O homem emudece. Não há argumento quando se está na presença de Deus. Eu posso enganar muita gente, mas Deus sabe se eu sou ou não genuíno. Só ele é capaz de distinguir o joio do trigo, e fará isso no momento certo. Por enquanto continuará existindo neste mundo uma mistura de genuínos e falsos.

O traje a rigor não são regras ou mandamentos para se merecer uma salvação que Deus oferece de graça. Nem zelo religioso, coisa em que os judeus eram campeões. Eles eram tão zelosos que tomaram o cuidado de tirar o corpo de Jesus da cruz na sexta feira, para não violarem o mandamento da guarda do sábado.

A falta do traje a rigor está mais para libertinagem, que é acreditar que a graça de Deus possa ser recebida parcialmente. Não pode. Aceitar o convite implica se deixar vestir de forma a expressar a dignidade exigida na presença de Deus. Quem não aceita a graça de Deus na sua totalidade tem o mesmo destino no convidado mal vestido, que o rei manda amarrar e lançar nas trevas. Jesus explica que muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

Ao aceitar o convite você concorda em deixar a velha roupa do lado de fora e ser vestido com a nova. Você assina o recibo de um pacote que inclui se deixar revestir de Cristo, ser transformado à sua semelhança e trazer em si aquela justiça prática que expressa a dignidade daquele que o salvou. Você concorda em se deixar vestir com as vestes de justiça que Deus preparou para você.

A salvação recebida por graça não é um aval para viver do jeito que você bem entender. Aquele que realmente se converteu irá querer saber o que agrada ao seu Senhor, e fará isso como forma de expressar sua gratidão. O cristão genuíno é um apaixonado por Cristo e odeia desapontá-lo.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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