Neste capítulo 14 de Lucas aprendemos da bondade daquele que convida para o grande banquete, mostrando que a salvação é pela graça e não por mérito. Também vimos que, se por um lado a salvação é de graça, por outro o discipulado exige empenho daquele que deseja seguir a Jesus. Para ser um discípulo de Cristo há quatro coisas que você deve considerar.

Cristo deve ocupar o primeiro lugar em seu coração, acima de todas as coisas e pessoas, e acima até de sua própria vontade. Além disso, você deve carregar sua própria cruz, isto é, considerar-se morto para si mesmo e saber que o mundo morreu para você e você para o mundo. Você também deve calcular o custo de seguir a Jesus e buscar nele os recursos para edificar um testemunho forte, visível e vigilante. Finalmente você deve estar ciente de quais são os seus verdadeiros inimigos e saber que não vem de você a força para combatê-los.

Este capítulo nos dá os ingredientes da receita da salvação e comunhão com Deus, e como toda receita não poderia faltar o sal, só que neste caso o sal é o próprio discípulo. É disto que Jesus fala nos últimos dois versículos de Lucas 14: “O sal é bom, mas se ele perder o sabor, como restaurá-lo? Não serve nem para o solo nem para adubo; é jogado fora” (Lc 14:34-35).

O sal serve para dar sabor aos alimentos e também para preservá-los. Onde não há refrigeradores a carne é salgada para não estragar. O discípulo é o sal da terra: sua presença aqui não apenas revela o sabor do cristianismo autêntico, mas também evita que o mal se alastre. Mas isto não significa que o cristão deva usar de força bruta ou ingerência nos assuntos deste mundo para conter o mal. Sua simples presença e exemplo causam essa influência. Quantas vezes você chegou numa roda de amigos que falavam bobagens e eles mudaram de assunto quando viram você?

O modo como o cristão se comunica também deve ser equilibrado — nem pouco, nem muito sal. “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal” (Cl 4:6). Sem comunhão pessoal com Deus você corre o risco de perder o sabor, isto é, virar um sal que não salga. Um sal assim não serve nem para adubar a terra. O mundo pode não gostar de um cristão fiel, mas certamente irá desdenhar de um fracassado na fé. Jesus termina dizendo: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14:35). Você tem ouvidos para ouvir o que vem de Deus, ou vive de escutar a opinião pública como os fariseus do próximo post?

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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