O versículo 47 diz: “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem o realiza, receberá muitos açoites. Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:47).

Se para o crente há uma diferença nas recompensas que receberá no céu, para o incrédulo haverá uma variedade de condenações no lago de fogo. Se você foi batizado em nome de Jesus e o chama de Senhor, mesmo sem ser convertido de verdade, você pertence à esfera da responsabilidade cristã e está sujeito a uma condenação mais severa que a do aborígene que nunca ouviu falar de Jesus.

É claro que no final todos os incrédulos — cristãos nominais ou não — irão para o mesmo lago de fogo, mas o grau de punição dependerá da responsabilidade de cada um. Mesmo o pagão, que recebeu naturalmente de Deus um testemunho por meio da Criação e de sua própria consciência, será avaliado desta forma “no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo” (Rm 21:16).

Existe até uma diferença geográfica no tratamento que Deus dará aos povos no futuro reino de mil anos de Cristo. Ele abençoará as nações que hoje não são cristãs e transformará em deserto os territórios dos povos que conheceram a verdade. Você entenderá melhor isto se considerar que o livro de Apocalipse identifica a futura “Babilônia” como a falsa cristandade — aquela que deveria ser noiva, mas surpreende o apóstolo João ao surgir como meretriz.

João diz: “Vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos, o sangue das testemunhas de Jesus. Quando a vi, fiquei muito admirado” (Ap 17:6). Assim como no passado o sistema católico — e mais tarde o protestante — perseguiu e matou cristãos genuínos por não se sujeitarem, a cristandade apóstata que após o arrebatamento crerá no anticristo irá perseguir o remanescente judeu que se converterá em tempos de grande tribulação.

As referências proféticas a “Babilônia” mostram que as terras onde o cristianismo floresceu, como Europa e suas colônias, ficarão desoladas no reinado de Cristo. O profeta Isaías diz: “Nunca mais será repovoada nem habitada, de geração em geração… Mas as criaturas do deserto lá estarão, e as suas casas se encherão de chacais; nela habitarão corujas e saltarão bodes selvagens. As hienas uivarão em suas fortalezas, e os chacais em seus luxuosos palácios. O tempo dela está terminando, e os seus dias não serão prolongados” (Is 13:20-23).

No próximo post Jesus acende um fogo.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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