O Senhor diz: “Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe” (Lc 17:3-4). Repare que a passagem não diz para você deixar para lá ou relevar o pecado. Todo pecado é uma transgressão contra Deus, mesmo quando praticado contra o próximo. Então a forma bíblica de se lidar com o pecado é primeiro repreender quem pecou e depois perdoar, quando houver arrependimento.

Mas repreender não seria falta de amor? Ao contrário, a Bíblia está cheia de exemplos de repreensão para o benefício de quem errou. No livro de Provérbios encontramos passagens como: “A repreensão faz marca mais profunda no homem de entendimento do que cem açoites no tolo… Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto… O Senhor disciplina [ou repreende] a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem…” (Pv 3:12; 17:10; 29:15;). Todavia a repreensão deve ser em um espírito de graça, e não de ódio ou vingança. Seu objetivo é levar o que pecou a arrepender-se e ser restaurado à comunhão com Deus.

Na carta aos Gálatas o apóstolo Paulo repreende aqueles que insistiam em guardar a Lei de Moisés, a qual obviamente devia também influenciar o modo como tratavam o irmão surpreendido em pecado. Afinal, a Lei mandava aplicar o “olho por olho, dente por dente” (Êx 21:24), mas Paulo admoesta: “Se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado” (Gl 6:1).

Quando a repreensão não é feita em amor e graça, aquele que repreende também incorre em pecado se o fizer em um espírito de ódio. O que repreende também corre o risco de achar-se melhor ou mais espiritual que o que pecou. Além disso, não são poucos os que, ao lidarem com a avaliação do pecado, repreensão e aconselhamento, acabam sendo tentados e caindo na mesma falta. Por isso em 1 Coríntios 10:12 temos o alerta: “Aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia”.

Mas o processo de restauração do transgressor não deve parar na repreensão, pois a continuação da passagem fala de arrependimento e perdão, que são os nossos assuntos para o próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


Comentários:


  1. Celio disse:

    Tenho acompanhado o blog, verdadeiramente é uma bênção.


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