Você já se deu conta do quanto está perdendo por não ler a Bíblia toda? Quando a lemos nossa mente é abastecida de expressões, princípios e significados que serão usados pelo Espírito Santo no momento oportuno para entendermos o que Deus quer nos falar. Veja, por exemplo, a passagem de Lucas 9:57 a 58. Uma leitura rápida nos faria passar rapidamente pelas raposas e aves mencionadas aqui, mas se nossa mente tiver sido abastecida de outras passagens que falam desses animais nosso entendimento será ampliado.

No capítulo 15 do livro de Juízes, Sansão usou trezentas raposas com suas caudas transformadas em tochas para destruir os campos de trigo, as vinhas e os olivais dos filisteus. Em Cantares 2:15 diz que as raposas “fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor”. Se as raposas têm esse caráter destrutivo, as aves também nem sempre aparecem como coisas positivas. No capítulo 13 do Evangelho de Mateus elas são os agentes de Satanás que arrebatam a semente à beira do caminho e depois aparecem confortavelmente aninhadas na grande e corrupta árvore da cristandade, que nasceu da pequenina semente de mostarda.

Voltando ao Evangelho de Lucas, lemos: “Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: ‘Eu te seguirei por onde quer que fores’. Jesus respondeu: ‘As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça’”. Sempre que você ler um diálogo preste atenção na resposta que Jesus dá, pois ela revela o coração de quem fala com ele.

O homem parece ter a melhor das intenções, mas na verdade ele nem sequer foi chamado para seguir a Jesus. Sua decisão nasceu da vontade própria. Suas intenções são comparadas às das raposas e aves, ou seja, covis e ninhos. A lição é clara: ninguém pode seguir a Jesus de vontade própria e sem ter sido chamado, e se fizer isso visando ganho material e estabilidade nesta vida seu ministério acabará mais arruinando do que edificando. Aves aninhadas nos falam de conforto e acomodação e raposas são destrutivas.

O capítulo 13 de Ezequiel compara os falsos profetas de Israel a “raposas nos desertos… Suas visões são falsas e suas adivinhações, mentira. Dizem ‘Palavra do Senhor’, quando o Senhor não os enviou; contudo, esperam que as suas palavras se cumpram”. Qualquer semelhança com a atual volúpia por conforto e bens materiais prometidos pelos falsos profetas da cristandade não é coincidência. Os que decidem seguir a Cristo de olho no ganho financeiro e no conforto que isso trará, forjando visões e mentindo em suas adivinhações, são “raposas nos desertos”. Um dia terão de dar contas a Deus do mal e desonra que trouxeram ao testemunho cristão.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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