Após falar da persistência necessária para se entrar no Reino que os judeus tanto esperavam, Jesus continua em forma de parábola: “Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: ‘Senhor, abre-nos a porta… comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas’. Mas ele responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando vocês virem Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocês excluídos. Pessoas virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e ocuparão os seus lugares à mesa no Reino de Deus” (Lc 13:25-29).

Jesus fala de um evento na terra, não no céu. A referência aos quatro pontos cardeais não faria sentido no céu. A igreja, que nos evangelhos era um mistério a ser revelado mais tarde a Paulo, não aparece nestas parábolas. Mas em seu testemunho exterior a cristandade representa hoje o Reino, onde o joio e o trigo caminham lado a lado. Após o arrebatamento da igreja restarão aqui judeus e gentios, alguns dos quais se converterão e serão introduzidos vivos no Reino de mil anos após passarem por grande tribulação. Mas os que hoje escutam o evangelho da graça e não creem ficarão na terra após o arrebatamento, sem uma segunda chance de conversão. Só quem nunca escutou poderá se converter.

O mundo está cheio de cristãos que praticam sua religião, participam da ceia comendo do pão e bebendo do cálice, e escutam os pregadores da Palavra que falam em nome de Jesus. São estes que irão argumentar: “Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas” (Lc 13:26). Porém o Senhor não os reconhecerá. Eles são o joio, que é muito semelhante ao trigo, mas cujas folhas não acompanham o sol, como o trigo faz. Participar de cerimônias cristãs não faz de você um cristão. Comer do pão e beber do cálice não é garantia de que sua comunhão seja com Cristo. A característica dos falsos discípulos é que eles praticam o mal, já que a religião não dá uma vida nova para se viver para Deus.

Mas quem são os “últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos” (Lc 13:30)? Os primeiros a receberem os oráculos de Deus foram os judeus, porém seu legalismo os privou de apreciar a graça imerecida. Já os gentios que se converterem durante os tempos de tribulação que precedem o estabelecimento do Reino na terra, serão os primeiros a apreciar a gratuidade da salvação sem as amarras do legalismo e do cerimonial judeu.

No próximo post Jesus continua sua jornada para Jerusalém, onde deve morrer.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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