É impressionante e deprimente o abismo que surgiu entre o verdadeiro evangelho e o que é pregado nas denominações atualmente, endossado pela vasta maioria, a qual não se dá ao trabalho de ler a Bíblia, atividade básica a um cristão que se preze.

Discursos que divergem do que está na Palavra se tornaram tão naturais de se ouvir nos púlpitos que são inquestionáveis e absolutos para muitos, que não se importam em verificar a veracidade dos fatos, preferindo seguir dogmas sedimentados na avareza e ignorância dos falsos mestres.

Uma das inverdades que mais geram lucro e supostos fiéis é a premissa de que seus problemas acabarão quando aceitar Jesus. Não somente isso, mas todas as áreas de sua vida terão infinito abastamento, e se isto não ocorrer significa que você está “em pecado” ou que não impõe suas vontades a Deus com “autoridade”, ordenando a Ele o que e como deve ser feito. É vergonhoso e constrangedor até mesmo pensar sobre tal ideia. O respeito para com Deus e Sua soberania não tem nenhuma importância.

A distância entre este evangelho fabricado e baseado em princípios parcos, materialistas e chulos em muito difere do evangelho pregado por Jesus e os apóstolos. Em Filipenses o Apóstolo Paulo afirma ter aprendido a viver sob qualquer circunstância debaixo da graça de Deus:

‘’Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. ’’ – (Filipenses 4:11-13)

Ironicamente, o último versículo da passagem acima (e somente ele) é frequentemente usado pelos que querem embasar seus supostos direitos e imposições perante Deus. Porém, perceba que o apóstolo não afirma e nem sequer deixa subentendido que estará alegre e fiel a Deus somente quando os ventos forem favoráveis, tampouco faz exigências e demandas ao Pai. Ele simplesmente encontrou alegria e força naquele que o fortalece, independentemente das circunstâncias externas. E que circunstâncias! No princípio, perseguições ferrenhas e sofrimentos extremos eram comuns entre os irmãos (a autêntica Igreja ainda hoje padece tais aflições).

Hoje, a cristandade se adequa ao mundo de tal forma que o sobrenatural, inaceitável e ultrajante é ver um “evangélico” sofrer. Observando o exemplo de Paulo, constatamos que a habitação do Espírito Santo em sua vida lhe conferia humildade o suficiente para se submeter a Deus e Seus planos, ainda que estes fossem incompreensíveis à condição humana.

Outrora algoz dos irmãos e posteriormente sofredor pela mesma causa difundida por eles, Paulo explanou com sua atitude como deve ser a conduta de um verdadeiro cristão. Questionar o agir de Deus significa duvidar de Suas intenções, o que é sinônimo de falta de fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. Crer que todas as coisas (inclusive as ruins) cooperam para o nosso bem é imprescindível e fundamental a partir do momento em que aceitamos Jesus como Senhor e Salvador.

Que Deus os abençoe.

Com amor em Cristo,

Esther Moore

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Germano Luiz Ourique


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