Por que sentimos a mórbida necessidade de ‘’infernizar’’ a vida uns dos outros ao sermos tão cruéis? Será que não percebemos que esse círculo vicioso apenas nos prejudica? Quando ferimos o outro ferimos a nós mesmos na mesma medida. Nos desconectamos da essência projetada por Deus para nós. Ele quer que nos amemos, e este não é apenas um simples mandamento altruísta. É um dos fundamentos do evangelho, logo após amar a Deus acima de todas as coisas.

Somos relutantes em seguir o segundo principal mandamento porque é mais fácil seguir os desígnios de nosso  ego. É mais cômodo tomar atitudes que beneficiem somente a nós mesmos, pensando apenas em nosso próprio umbigo. Se quisermos amar como Jesus amou, padeceremos diversas aflições, assim como Ele, que sofreu por amor na cruz do calvário, carregando os pecados de uma humanidade imbuída em transgressões contínuas.

Jesus amou até as últimas consequências neste mundo, no qual amar é ato extremo de coragem e valentia. Não falo de amar familiares e amigos, disso qualquer um é capaz, de acordo com o próprio Senhor:

‘’Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?’’ – (Mateus 5:46-47)

Tal discurso nos soa radical porque frequentemente somos incapazes de amar até mesmo a nós mesmos, enquanto o Mestre nos instrui a amar inclusive nossos inimigos (Mt 5:44).

Quando se é cristão, inimigos surgem de forma natural. Vivemos às margens do mundo, estudando as Escrituras e procurando aplicá-las em todas as situações possíveis. Cristãos genuínos são estranhos e excêntricos que assistem o mundo a partir de uma visão periférica, já que são inábeis a se padronizar aos costumes de ímpios, não por esnobismo ou algo do tipo, de fato desejamos com todas as forças da alma que mais e mais pessoas se juntem ao corpo de Cristo para que sejam salvas. Porém, ao observarmos o andar da carruagem, fica claro que as pessoas querem exatamente o contrário do evangelho. Somos inadaptáveis a hábitos que ferem os princípios de nosso Senhor. Pretendemos amar como Ele amou, sentir como Ele sentiu, viver como Ele viveu e, consequentemente, ter a honra de morrer como Ele morreu. Por AMOR.

Que Deus os abençoe.

Com amor em Cristo,

Esther Moore

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Germano Luiz Ourique


Comentários:


  1. Rosangela Bastos disse:

    Muito bom este blog , parabéns


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