Em seu modelo de oração Jesus ensina os discípulos a dizerem: “Perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11:4). Deus trata o perdão em duas esferas: a judicial e a administrativa. Do ponto de vista judicial, ao crer em Jesus como seu Salvador você está de uma vez para sempre perdoado de todos os seus pecados; todos eles foram pagos na cruz. O sacrifício de Cristo não valeu apenas para os pecados passados, de antes de você crer, pois todos eles eram futuros quando Jesus morreu. Na cruz os seus pecados foram pagos; na sua conversão eles foram perdoados.

Se o sangue de Jesus só valesse para os pecados cometidos até o dia de sua conversão você já teria perdido sua salvação, pois se disser que nunca pecou desde então você é um grande mentiroso. A primeira carta de João diz que “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 Jo 1:9-10).

Funciona assim: o perdão judicial você recebeu ao crer em Jesus porque ele morreu por você e a provisão para o perdão administrativo — para os pecados cometidos após sua conversão — é garantida pelo mesmo sacrifício. Neste caso Deus quer que você os confesse para restaurar sua comunhão com o Pai, mas veja se fez antes a lição de casa, pois a passagem não diz apenas “Perdoa-nos os nossos pecados”, mas continua dizendo “pois também perdoamos a todos os que nos devem” (Lc 11:4). Isto demonstra que o perdão buscado aqui é um perdão para a restauração de um relacionamento, como também acontece na esfera humana.

Quando viajo a trabalho recebo de meu cliente um “voucher”, uma espécie de vale, para eu usar para as despesas de alimentação, táxi e hotel. Tendo o “voucher” não preciso me preocupar em levar dinheiro para estas despesas, pois o pagamento está garantido. Mas a cada despesa eu preciso apresentar o “voucher” para provar que os recursos já foram supridos. O sangue de Jesus é o “voucher” que garante, não apenas o perdão judicial no momento de sua conversão, mas também o perdão administrativo no dia a dia, se eventualmente você pecar. A primeira carta de João diz: “O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado… Escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 2:1-2).

No próximo post a oração ensinada por Jesus fala de nossa necessidade de pedir ao pai por proteção na tentação.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


Comentários:


  1. Marcelle disse:

    Muito bom !!!


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