Eu e você sabemos o que significa ser um filho pródigo numa terra distante, pois nascemos assim, pecadores e longe de Deus por causa de nosso pecado e rebelião. Sem perceber, passamos boa parte da vida na “escravidão da decadência” (Rm 8:21) e obrigados a servir a alguém que nos priva até da comida destinada aos porcos. Esse alguém é o diabo.

Mas nem todos se consideram perdidos até perderem as coisas que realmente valorizam nesta vida, como aconteceu com o jovem da parábola. Foi só depois de perder o dinheiro e os amigos que ele caiu em si. Alguns, porém, nem perdendo tudo se reconhecem perdidos. Ou adotam uma postura de um otimismo cego, acreditando que tudo vai dar certo, ou se desesperam sem enxergar uma solução. O problema é que não consideram uma terceira opção: Deus.

O jovem da parábola reconhece seu estado arruinado. Ao invés de tentar recuperar o que perdeu ou mergulhar de vez na lama dos porcos, ele pensa nos privilégios de se viver na casa do pai: “Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!” (Lc 15:17). Então ele toma uma decisão: “Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados” (Lc 15:18-19). Arrependido, envergonhado e humilhado, ele está pronto para voltar.

“Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou” (Lc 15:20). O que o filho faz? Diz a seu pai para tratá-lo como um empregado? De jeito nenhum. Ele sabe que não é digno de ser chamado filho, mas mesmo assim é recebido como um filho arrependido, e não como um empregado. Ele diz: “Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho” (Lc 15:21).

Porém o pai diz aos servos: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado” (Lc 15:22). A expressão “foi achado” mostra que não foi o filho quem se encontrou, e sim o pai nunca desistiu de procurá-lo. Neste exato momento Deus está procurando por você e quer dizer a seu respeito: “Foi achado!”. Você já foi achado ou ainda nem se deu conta de que está perdido?

No próximo post o pai corre para o abraço.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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