Todos nós temos uma ou outra deficiência. Algumas são visíveis, outras apenas o Senhor conhece; podem ser resultantes de responsabilidades familiares, outras são fardos mentais ou emocionais. Ninguém é perfeito e ninguém está livre de fardos. A questão não é se tenho alguma deficiência, mas o que ela está me causando?

De uma certa forma nós achamos que as pessoas da Bíblia eram pessoas especiais, diferentes de nós hoje, mas não é assim. Quase todos aqueles que você encontra nas páginas das Escrituras tiveram que superar uma deficiência antes de terem sido usados por Deus. Em mais de um caso Deus deliberadamente deu deficiências a crentes, e foi isso que os capacitou. Continue lendo »


Jesus alerta seus discípulos contra os que declaram ser o Cristo. As mesmas instruções aparecem no Evangelho de Mateus falando de “falsos cristos e falsos profetas”. Mas não é preciso alguém chegar ao ponto de declarar ser Jesus para estar “sob o poder do Maligno” (1 Jo 5:19). Basta negar a encarnação do Filho de Deus, como explica o apóstolo João:

“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo” (1 Jo 4:1).

Ele não diz que os que são de Deus confessam “que Jesus Cristo nasceu, mas “que Jesus Cristo veio em carne. Que ele nasceu todos sabemos, mas apenas quem crê que ele é Deus e Homem confessa que ele “veio em carne”. Isto significa reconhecer sua divindade e preexistência eterna antes de assumir a forma humana. Continue lendo »


No versículo 22 de Lucas 17 Jesus deixa de lado os fariseus para falar em particular aos discípulos. É importante distinguir quando ele fala aos líderes religiosos, ao povo em geral ou aos discípulos em particular. O apóstolo Paulo exortou Timóteo a “apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro… que maneja corretamente a palavra da verdade” (2 Tm 2:15). O verbo “manejar” tem o sentido de “dissecar” ou separar cuidadosamente as partes. Para entender as Escrituras é preciso perguntar ‘quando’ algo está sendo dito, ‘onde’, ‘em que circunstância’ e ‘com qual objetivo’.

Neste momento Jesus está em Israel, falando a judeus que aguardam pelo Messias em meio à rejeição dos líderes e do povo em geral. Considerando que estes discípulos logo deixariam o status de judeus para serem feitos Igreja, morrendo antes de Cristo voltar para reinar, o discurso não era diretamente para eles. Todavia as instruções permaneceriam válidas para pessoas naquele mesmo caráter: o remanescente de judeus fiéis que viverá na terra nos momentos que precedem a vinda de Cristo para reinar. Continue lendo »


Nossos dias são de muita inquietação. O Movimento Sufragista Feminino obteve sua grande vitória — o voto das mulheres — há alguns anos e desde então as coisas têm avançado a passos gigantescos. Até mesmo uma instituição tão conservadora quanto a Igreja Oficial (o autor se refere à Igreja Anglicana, na Inglaterra) está se preparando para dar às mulheres um lugar em seu ministério.

Do ponto de vista político, essa questão não deveria preocupar o cristão. Sua “política” é celestial pois “a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20). Somos, contudo, naturalmente afetados pelo que nos rodeia. A anarquia no mundo tende a induzir à anarquia na igreja. Sendo assim, parece que o momento é propício para um exame deste assunto tão importante – A mulher: seu lugar nas Escrituras.

Primeiramente, o assunto parece dividir-se em duas partes:

1. A mulher: seu lugar na natureza;

2. A mulher: seu lugar na graça.

Torna-se, contudo, impossível separar inteiramente as duas. O lugar da mulher na natureza é uma figura do seu lugar na graça, ou melhor dizendo, do seu relacionamento de mulher cristã para com Deus. Isto se destaca através da própria maneira pela qual a mulher foi criada. Foi uma maneira especial – em extremo contraste com qualquer outro ser. E foi também de uma maneira simbólica e ilustrativa. Adão mergulhou num profundo sono – figura da morte de Cristo. Uma costela foi retirada de seu lado, e dela foi feita uma mulher que lhe foi apresentada como ajudadora. É uma figura da igreja – o resultado da morte de Cristo – que Lhe será apresentada como noiva. Continue lendo »