John Nelson Darby viveu na Grã-Bretanha no século 19 e ficou conhecido pela autoria de dezenas de livros e hinos e de uma excelente tradução da Bíblia a partir do grego e hebraico. Curiosamente um dos textos que ele mais ajudou a divulgar nem era de sua autoria, mas de autor desconhecido. Foi descoberto após sua morte anotado em sua Bíblia, como se fosse uma carta recebida de Deus, e nos ajuda a entender que Deus sempre responde nossas orações. Porém a resposta pode ser “Sim”, “Não” ou “Espere”. O texto diz assim:

“Os desapontamentos da vida são, na realidade, apenas determinações do meu amor. Hoje tenho uma mensagem para você, meu filho. Vou segredá-la suavemente ao seu ouvido, para que quando surgirem as nuvens, que são um prenúncio tempestade, elas sejam douradas de glória, e para que os espinhos nos quais você talvez tenha que pisar se quebrem. A mensagem é curta — uma simples frase — mas deixe que ela penetre no fundo do seu coração e sirva para você como um travesseiro onde possa descansar a sua cabeça fatigada: ‘Fui eu que fiz isso’ (1 Rs 12:24).

Você já parou para pensar que tudo o que lhe diz respeito também diz respeito a mim? Porque aquele que tocar em você toca na menina dos meus olhos (Zc 2:8). Você é precioso para mim e é por isso que eu me interesso especialmente por seu crescimento espiritual. Quando a tentação o assalta e o inimigo chega como uma inundação (Ap 12:15), quero que saiba que ‘fui eu que fiz isso’. Continue lendo »


O último pedido da oração ensinada por Jesus é: “Não nos deixes cair em tentação” (Lc 11:4). A palavra “tentação” aqui é no sentido de teste ou prova, como quando testamos os freios do carro antes de uma descida ou participamos de uma prova na escola. Repare que o pedido não é para não sermos tentados, mas para não cairmos ou falharmos no teste. Jó e Pedro foram testados assim e falharam, por confiarem em si mesmos. Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser testado pelo diabo e provou ser quem ele era: o Filho de Deus sem pecado e incapaz de pecar.

Para o cristão é um privilégio passar por este tipo de tentação ou provação, pois quando Deus a permite o objetivo é produzir algum resultado em nós. Veja o que diz Tiago no primeiro capítulo de sua carta: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança” (Tg 1:2-4).

Pedro, o mesmo que foi reprovado, escreveu mais tarde exortando os cristãos a se alegrarem naquilo que receberam em Cristo, ainda que no momento presente, e por um pouco de tempo, fossem “entristecidos por todo tipo de provação”. Ele explica a razão desses testes ou provas que Deus permite: “Para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado” (1 Pe 1:6-7). Continue lendo »


Para compreender, não somente o assunto acerca de instrumentos musicais, como também a respeito do dízimo e de outros temas de igual importância, é necessário que você entenda o que é o Antigo Testamento, e o que é o Novo Testamento. É necessário compreender o que é o povo terrenal de Deus (Israel) e o que é o povo celestial de Deus (Igreja). Se isto não for compreendido, haverá uma grande confusão com respeito à Palavra de Deus. Aliás, creio que não haveria tantas divisões entre o povo de Deus se estas diferenças fossem compreendidas.

Deus tem um povo ao qual foram feitas revelações e promessas: o povo judeu. A este povo foi dada a Lei por intermédio de Moisés e Deus irá cumprir todas as promessas que lhe dizem respeito. Aquele povo tinha uma promessa terrena: uma terra prometida, abundância de colheitas, saúde, prosperidade, muitos filhos, etc. Tenho certeza de que não preciso citar os versículos do Antigo Testamento que contém essas promessas, pois você será capaz de encontrar vários deles. Não havia para eles, porém, nenhuma referência ao Céu; nenhuma promessa celestial. O culto daquele povo era um culto terreno e exterior.

Eles não tinham o Espírito Santo habitando neles, embora estivesse com eles, pois o crente, como habitação do Espírito Santo, é algo que somente encontramos após a formação da Igreja no dia de Pentecostes. Se ler atentamente Hebreus, perceberá do que estou tratando. Havia o judaísmo, com seu templo terreno, seus sacerdotes instituídos de uma determinada tribo, seus sacrifícios de animais, seus corais com cantores (que eram da tribo de Levi, cf. 1 Crônicas 15) usando roupas especiais, etc. Continue lendo »


Em seu modelo de oração Jesus ensina os discípulos a dizerem: “Perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11:4). Deus trata o perdão em duas esferas: a judicial e a administrativa. Do ponto de vista judicial, ao crer em Jesus como seu Salvador você está de uma vez para sempre perdoado de todos os seus pecados; todos eles foram pagos na cruz. O sacrifício de Cristo não valeu apenas para os pecados passados, de antes de você crer, pois todos eles eram futuros quando Jesus morreu. Na cruz os seus pecados foram pagos; na sua conversão eles foram perdoados.

Se o sangue de Jesus só valesse para os pecados cometidos até o dia de sua conversão você já teria perdido sua salvação, pois se disser que nunca pecou desde então você é um grande mentiroso. A primeira carta de João diz que “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 Jo 1:9-10).

Funciona assim: o perdão judicial você recebeu ao crer em Jesus porque ele morreu por você e a provisão para o perdão administrativo — para os pecados cometidos após sua conversão — é garantida pelo mesmo sacrifício. Neste caso Deus quer que você os confesse para restaurar sua comunhão com o Pai, mas veja se fez antes a lição de casa, pois a passagem não diz apenas “Perdoa-nos os nossos pecados”, mas continua dizendo “pois também perdoamos a todos os que nos devem” (Lc 11:4). Isto demonstra que o perdão buscado aqui é um perdão para a restauração de um relacionamento, como também acontece na esfera humana. Continue lendo »