Os religiosos judeus duvidam de Jesus e pedem a ele um sinal. Mas não era só deles que vem a rejeição. Seus próprios irmãos não creem nele. O Evangelho de Marcos 3:21 mostra que, enquanto Jesus conversa com os fariseus, seus irmãos estão a caminho para falar com ele, pois acham que ele enlouqueceu. Alguém o avisa de que sua mãe e seus irmãos estão lá fora querendo falar com ele.

“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”, pergunta ele. Então ele aponta para seus discípulos e diz: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”(Mt 12:48-50).

O incidente é emblemático e marca uma virada no ministério de Jesus em relação a Israel. Sua mãe e seus irmãos representam sua ligação natural com seu povo, para o qual ele vinha dirigindo quase que exclusivamente seu ministério. Os fariseus o acusam de ser movido pelo espírito de Satanás. Sua família acha que enlouqueceu. No Evangelho de João diz: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”(Jo 1:11).

Deste ponto em diante há um rompimento com Israel em seu ministério. A continuação do versículo no Evangelho de João diz: “ Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”(Jo 1:12). De agora em diante o relacionamento com Deus não está limitado a uma nação, mas é estendido a todo aquele que faz a vontade do Pai. Continue lendo »


O que é graça? Qual o seu verdadeiro significado?

“A Maravilhosa Graça de Deus”

Alguns anos atrás, numa igreja na Inglaterra, o pastor notou um ex-assaltante se ajoelhando para receber a ceia do Senhor ao lado de um juiz da Suprema Corte da Inglaterra. O juiz era o mesmo que, anos antes, havia condenado o assaltante a sete anos na prisão.

Após o culto, enquanto o juiz e o pastor caminhavam juntos, o juiz perguntou, “Você viu quem estava ajoelhado ao meu lado durante a ceia?”

“Sim”, respondeu o pastor, “mas eu não sabia que você havia notado”.

Os dois homens caminharam em silêncio por alguns momentos. Daí o juiz disse, “Que milagre da graça!”

O pastor concordou. “Sim, que milagre maravilhoso da graça”.

Daí o juiz perguntou, “Mas você se refere a quem?”

O pastor respondeu “É claro, à conversão do assaltante.”

O juiz falou “Mas eu não estava pensando nele. Estava pensando em mim mesmo.”

“Como assim?” indagou o pastor.

O juiz respondeu, “O assaltante sabia o quanto ele precisava de Cristo para salvá-lo dos seus pecados. Mas, olhe para mim. Eu fui ensinado desde a infância a ser um cavalheiro, a cumprir a minha palavra, fazer minha orações, ir à igreja. Eu passei por Oxford, recebi meu diploma, fui advogado e eventualmente tornei-me juiz. Pastor, nada, a não ser a graça de Deus, podia ter me levado a admitir que eu era um pecador igual àquele assaltante. Levou muito mais graça para me perdoar por meu orgulho, minha confiança em mim mesmo, para me levar a reconhecer que não sou melhor aos olhos de Deus do que aquele assaltante que eu mandei à prisão.”

E que maravilha a graça é. Boas pessoas só não entram no céu porque seu orgulho as impede de chegar ao Salvador. Continue lendo »


Depois de todos os milagres que tinham visto os fariseus têm a audácia de pedir que Jesus faça mais um para que creiam. Deus não se agrada de quem pede um sinal para poder crer. A fé não vem de ver, mas de ouvir a Palavra de Deus. A fé é a certeza das coisas que não se veem. Quando você confia em alguém, a palavra dessa pessoa é suficiente.

Quando Tomé reconheceu que estava diante de Jesus ressuscitado, ele disse a Tomé: “Porque me viu, você creu? Felizes os que não viram e creram”(Jo 20:29). Séculos de sinais e milagres operados por Deus entre o povo de Israel não serviram para mudar o coração de um povo incrédulo. Jesus os chama de geração má e adúltera, porque não querem reconhecer seu Messias e são infiéis a Deus.

Ele diz que único sinal de que precisam já foi sido dado: Jonas saindo vivo do ventre do grande peixe, uma alusão à morte e ressurreição de Jesus que estava para ocorrer. Jonas tinha sido lançado ao mar para que os outros tripulantes do barco fossem salvos e passou três dias e três noites no ventre do grande peixe. Jesus seria lançado na morte para nos salvar e seu corpo ficaria três dias e três noites no ventre da terra antes de ressuscitar. Continue lendo »


Apesar de testemunharem tudo o que Jesus vinha fazendo de bom, como expulsar demônios, curar enfermos e ressuscitar mortos, os fariseus pecam contra o Espírito Santo ao atribuírem tudo aquilo ao poder de Satanás. Eles consideram o próprio Jesus um possesso.

As palavras deles apenas expressam que aquilo que existe no coração do homem: inimizade contra Deus. Onde foi que isso começou? No jardim do Éden, quando o homem quis fazer a própria vontade. Onde continua essa inimizade? No meu coração e no seu, sempre que queremos fazer a nossa vontade e não a vontade de Deus. Depois de perdermos a aprovação de Deus lá no Éden, buscamos agora desesperadamente por aprovação de Deus e dos homens com base em nossas próprias obras, comportamento, religião etc.

Jesus chama os fariseus de raça de víboras. Assim como eles, somos todos frutos do mesmo engano de Satanás travestido de serpente. Nossa boca é a expressão do que trazemos no coração. Se você crê em Jesus, se traz a Palavra de Deus no coração, irá exaltá-lo, falar dele. Se não, irá falar de si, se gloriar, blasfemar, zombar de Jesus e negar a eficácia de sua obra na cruz para nos salvar. Continue lendo »