João Batista prega o evangelho do Reino para que as pessoas se preparem para a chegada do Rei. Os princípios do reino continuam válidos, como ajudar os necessitados, agir com honestidade e tratar a todos com bondade. São os mesmos princípios do Sermão da Montanha e servem para a vida em um reino na terra, não no céu, pois no céu não há necessitados.

Sabendo que o Rei veio, foi rejeitado, e voltou ao céu, entendemos que hoje fazemos parte de um reino cujo Rei está no exílio. O evangelho do Reino pregado por João é o mesmo que Jesus pregou, e é basicamente uma mensagem de arrependimento e mudança de atitude. Jesus dizia: “O tempo é chegado… o Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” (Mc 1:15).

Este, porém, não é o evangelho pregado pelos cristãos. Hoje não dizemos às pessoas para mudarem de vida e se prepararem para a chegada do Rei, como se a salvação fosse algo futuro. A mensagem que pregamos é para uma salvação imediata; “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16). Ela está fundamentada na morte e ressurreição de Cristo, que ainda não tinham ocorrido na época de João Batista. Continue lendo »


Você deve saber identificar na Bíblia, não apenas o que é falado, mas também quando foi falado, por quem, para quem e por que razão. Assim você evitará aplicar a si mesmo coisas que foram ditas ao povo judeu em um determinado momento e com um objetivo específico. É o caso da pregação de João Batista.

Ele é um profeta judeu, o último e maior de todos os profetas de Israel. Sua missão é avisar que o Rei anunciado pelos outros profetas acaba de chegar. João é como esses batedores, que vão com suas motocicletas à frente do carro oficial que transporta um soberano. Apesar do alarde que fazem com suas luzes e sirenes, não é para si mesmos que querem chamar a atenção, mas para aquele cuja chegada eles anunciam. Tão logo o rei chegue ao destino, a missão dos batedores foi cumprida e eles saem de cena.

Assim é João Batista. Ele abre caminho para o Messias. O seu clamor tem por objetivo eliminar os obstáculos: aterrar os buracos, nivelar as lombadas, deixar a estrada reta e aplainar seu leito. Lucas escreve que “Todo o vale se encherá, e se abaixará todo o monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão”. Veja que apesar de a mensagem de João Batista ser dirigida aos judeus, a Pessoa que ele anuncia é o Salvador de toda a humanidade. Lucas completa dizendo: “Toda a carne verá a salvação de Deus” (Lc 3:5-6). Continue lendo »


Depois dos reis Davi e Salomão, o declínio da nação de Israel teve diferentes fases. O reino dividiu-se em dois, mergulhou na idolatria e perdeu dez de suas doze tribos. Mesmo assim Deus preservou um remanescente fiel que não se deixou levar pela ruína generalizada, como vimos na história de Simeão e Ana.

Agora, no capítulo 3 do evangelho de Lucas, entra em cena João Batista, a “voz que clama no deserto”, e é assim que Israel é visto aqui: um deserto moral e dominado pelo inimigo. O versículo 1 explica que o povo está sob o domínio do imperador romano Tibério Cesar, e governado localmente por Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Traconites e Lisânias, um time de escórias humanas.

Alguém poderia argumentar que as coisas melhoraram se comparadas com os anos de idolatria, já que o Templo foi reconstruído, a ordem sacerdotal restabelecida e os ídolos banidos do culto judaico. Mas é só aparência. O templo foi reconstruído pelo iníquo Herodes, o Grande, há dois sumo sacerdotes, Anás e Caifás, ao invés de um como seria o correto, e a idolatria continua. O ídolo da hora não é de pedra, pau ou barro; é a cobiça, travestida de religiosidade. Continue lendo »


“É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem.” (Salmos 118:8)

São muitos os que se desesperam para ouvir “a voz de Deus” e são enganados por serem biblicamente incautos, gerando lucro a muitos outros que disponibilizam até mesmo tutoriais sobre como ouvir a voz do Pai.

Ter um relacionamento com Deus é algo simples e puro, pois a graça pela qual somos alcançados em Cristo se estende a todos nós, logo não é um privilégio destinado a um grupo seleto que detém dos mistérios da Palavra e é exclusivamente capaz de ouvir a voz de Deus a qualquer momento espontaneamente. Esta é uma dádiva concedida a todos os salvos, não apenas a líderes religiosos munidos de honrarias atribuídas por homens no alto de seus púlpitos.

Você pode ouvi-lo agora mesmo se quiser. Não necessariamente no sentido literal, mas abra a sua Bíblia e permita que Deus fale. A voz dEle pode ser claramente discernida ali, o Seu Espírito Santo se encarrega de nos dar o entendimento necessário para desvendar seus “mistérios”. Continue lendo »