Publiquei este texto no Face e reproduzo aqui:

Em 1972, um jornal clandestino na URSS, publicou o texto de uma oração que havia sido encontrada no bolso de um soldado russo, Alexander Zatzepta. Ela foi escrita durante a segunda guerra mundial, momentos antes de uma batalha em que ele perdeu a vida.

“Oh, Deus, escuta-me! Nunca em minha vida eu havia falado contigo, mas hoje sinto a necessidade de te adorar. Tu sabes que desde a minha infância sempre me disseram que Tu não existias, e eu, como um estúpido, acreditei. Nunca admirei as tuas grande obras, mas esta noite elevei os olhos desde uma trincheira ao céu repleto de estrelas! E fascinado pela sua brilhante magnitude, de repente compreendi que terrível é o engano…

Deus, não sei se me estenderás a mão, mas te digo isto, e sei que me entendes. Não é estranho que em meio a um terrível inferno me aparecesse a luz que Te tenha revelado? Simplesmente estou contente por haver Te conhecido.

À meia-noite teremos que atacar, mas não tenho medo, pois sei que Tu cuidas de nós. É o sinal, tenho que ir! Foi maravilhoso estar contigo. Também quero te dizer, e Tu sabes, que a batalha será difícil; é possível que esta mesma noite eu venha a estar à tua porta… Mas, o que acontece? Acaso estou chorando? Meu Senhor Deus, Tu sabes o que aconteceu: só agora comecei a ver claramente.” Continue lendo »


As mulheres que foram ao sepulcro com perfumes para aplicar ao corpo morto de Jesus eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, além de outras. Mas em outra parte vemos Maria, de Betânia, aplicar perfumes ao corpo vivo de Jesus. Incitados por Judas, alguns protestaram. Afinal, o dinheiro do perfume teria sido melhor empregado se fosse dado aos pobres. Na ocasião Jesus repreendeu os discípulos, dizendo:

“Deixem-na em paz. Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. Pois os pobres vocês sempre terão consigo, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória” (Mc 14:6-9).

Aquela mulher era a única com discernimento espiritual para crer nas palavras de Jesus: “É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia” (Lc 24:6-7). E os outros? Continue lendo »


Chegamos ao último capítulo do Evangelho de Lucas, quando “no primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, as mulheres tomaram as especiarias aromáticas que haviam preparado e foram ao sepulcro. Encontraram removida a pedra do sepulcro, mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Ficaram perplexas, sem saber o que fazer” (Lc 24:1-4).

A perplexidade delas é igual à minha e à sua, quando as coisas não saem do modo como esperávamos. A razão é que, à semelhança daquelas mulheres, nos esquecemos de incluir Deus em nossa equação. Então, quando Deus age fora do esperado, perdemos o chão. Para elas, a dor da morte de Jesus aumentou ainda mais com a ideia de seu corpo ter sido roubado do sepulcro.

Mas e se ele tivesse ressuscitado? Não, elas não cogitariam tal coisa, pois aí seria preciso pensar fora da caixa de como as coisas acontecem nesta vida sem a intervenção divina. Porém, em alguns minutos elas irão aprender que, para Deus, nada é impossível. Continue lendo »


Hoje há tantos evangélicos pregando prosperidade que quase nos esquecemos de que nos anos 70 e 80 a moda entre católicos era a “Teologia da Libertação”. Ao contrário da “Teologia da Prosperidade”, que tenta aplicar à Igreja as promessas feitas a Israel ao afirmar que todo cristão deve ser rico, a chamada “opção pelos pobres” foi adotada por revolucionários para dar um tom religioso ao marxismo e à luta de classes.

Nenhuma delas tem fundamento bíblico, pois o objetivo do cristão neste mundo não é ser pobre ou rico, e nem colocar pobres contra ricos ou se achar capaz de erradicar a pobreza. É claro que a Palavra de Deus sempre exortou “que nos lembrássemos dos pobres” (Gl 2:10), mas Jesus deixou claro que “os pobres vocês sempre terão consigo” (Jo 12:8), mostrando que este problema não será resolvido até que ele venha para reinar.

É tão errado um rico gloriar-se em sua riqueza, quanto um pobre em sua pobreza. No corpo de Cristo existem mais pobres que ricos, mais iletrados que sábios, mais fracos que poderosos, mas “quem se gloriar, glorie-se no Senhor” (1 Co 1:26-31). Deus permite as diferentes condições para usar os seus de diferentes maneiras. Continue lendo »