No capítulo 18 de Lucas o Senhor conta uma parábola sobre a necessidade de “orar sempre e nunca desanimar”, mas ainda no contexto do assunto do capítulo anterior, que era sua vinda para reinar na terra. Ele diz:

“Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’. E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa” (Lc 18:1-8).

A parábola da viúva neste capítulo 18 de Lucas serve de ânimo para os crentes de todas as épocas, mas não devemos perder de vista que ela é dirigida primeiramente ao remanescente de judeus fiéis que estará na terra quando acontecer o que foi descrito no capítulo 17 e após a Igreja ter sido arrebatada. Continue lendo »


Os versículos seguintes apresentam o cenário na terra por ocasião da vinda de Cristo para julgar as nações e estabelecer o seu reino: “Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado. Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, não deve descer para apanhar os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem estiver no campo, não deve voltar atrás por coisa alguma. Lembrem-se da mulher de Ló! Quem tentar conservar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservará. Eu lhes digo: naquela noite duas pessoas estarão numa cama; uma será tirada e a outra deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra deixada. Duas pessoas estarão no campo; uma será tirada e a outra deixada” (Lc 17:30-36).

O capítulo 24 de Mateus, que trata dos mesmos eventos, diz: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem” (Mt 24:37). Repare que foi o juízo de Deus que levou a todos pela morte, e será também o juízo que descerá como abutre fazendo distinção entre duas pessoas ocupadas numa mesma atividade: “uma será tirada e a outra deixada” (Lc 17:36). Continue lendo »


Clichê (Sem Fundamento): “O irmão Fulano-de-Tal está na glória agora”.

Esta afirmação reflete um mal-entendido sobre os estados presente e futuro dos crentes que deixaram este mundo pela morte. As almas e os espíritos de todos os que morreram na fé estão agora com Cristo no céu, mas eles ainda não estão lá em um estado glorificado. Além disso, não seria correto dizer que eles estão “na glória”.

Todos os que morreram na fé estão em um estado separado ou intermediário, ou “despido” (2Co.5:4). Suas almas e espíritos estão “com Cristo” no céu (Fp. 1:23). Sabemos que eles estão no “céu”, porque é onde Cristo está (Lc.24:51; At.1:9-10;3:21;7:55; Fp.3:20; Hb.4:14.). Além disso, Paulo afirma que essas pessoas sem corpos estão no “paraíso”, que ele correlaciona com o “céu” (2Co.12: 2-4). O Senhor declarou o mesmo estado para o ladrão (Lc.23:43). Ele também ensinou que as almas e os espíritos que deixaram os corpos de crianças que morreram antes da idade de entendimento, estão agora no “céu” (em Mt.18:10 – “seus anjos” é uma referência aos espíritos que deixaram os corpos delas; leia At.12:15). Os corpos de todas essas pessoas, no entanto, permanecem nos túmulos.

A confusão surge porque as pessoas usam expressões como: “em glória” e “na glória” para se referir ao céu. A versão King James da Escritura não ajuda nesse assunto, afirmando que Cristo foi “recebido na glória” em Sua ascensão, o que implica que a glória é um lugar no céu (1Tm.3:16). No entanto, é uma tradução equivocada. O versículo deveria dizer que Ele foi recebido “em glória”, o que significa que Ele subiu ao céu em um estado glorificado. Assim, “glória” é uma condição, não um lugar. A expressão “na glória” não é usada na Escritura para indicar um lugar no céu. Continue lendo »


Do versículo 22 ao final do capítulo 17 de Lucas o contexto é o da vinda de Cristo para reinar e não deve ser confundido com o arrebatamento da igreja. No arrebatamento ele não desce à terra, mas o encontro se dá “nas nuvens” e “nos ares” (1 Ts 4:17). Em sua vinda para reinar “os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras” (Zc 14:4-5). No arrebatamento apenas os salvos o verão, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15:52), mas a sua vinda “será como o relâmpago cujo brilho vai de uma extremidade à outra do céu” (Lc 17:24) e “todo olho o verá” (Ap 1:7).

O arrebatamento da igreja não depende de sinais para acontecer, “porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2 Co 5:7). São os judeus que “pedem sinais” (1 Co 1:22), como “grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis” (Lc 21:11). No arrebatamento Cristo vem libertar a Igreja (1 Ts 1:10), mas a sua vinda como Rei será para libertar Israel (Sl 6:1-4). Por isso no arrebatamento é ele quem reúne pessoalmente os seus (1 Ts 4:15-18; 2 Ts 2:1), enquanto em sua vinda ele enviará os seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24:30-31).

No arrebatamento o Senhor tira do mundo os crentes e deixa os incrédulos (Jo 14:2-3). Em sua vinda os ímpios serão tirados do mundo para juízo, enquanto os convertidos em tempos de tribulação serão deixados para viver na terra no reino de mil anos (Mt 13:41-43; 25:41). Continue lendo »