Embora os Salmos sejam de grande edificação, exortação e consolo para o cristão, sua natureza é profética e contêm muito mais do que apenas mensagens devocionais. Ali vemos os sentimentos de Cristo, o Rei e Messias de Israel, identificado com um pequeno remanescente que o aguarda como Rei. Os Salmos, em sua maioria, também foram escritos por um Rei, Davi.

Os Salmos são divididos em cinco livros. O primeiro livro dos Salmos vai do capítulo 1 ao 41. Esta porção mostra o Messias se identificando com o remanescente judeu fiel em seus sofrimentos passados e futuros até serem expulsos de Jerusalém. Essa expulsão é profeticamente vista em Mateus 24:16, que diz: “os que estiverem na Judéia fujam para os montes”. O primeiro Livro dos Salmos começa com “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1:1).

O segundo livro dos Salmos vai do capítulo 42 ao 72 e mostra apenas as tribos de Judá e Benjamim, que hoje chamamos de “judeus”, expulsas de Jerusalém e esperando em Deus, enquanto o anticristo exerce o seu domínio. Esta segunda parte dos Salmos começa com Cristo se identificando com os sentimentos de seu povo, ao dizer: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!” (Sl 42:1).

O terceiro livro vai do capítulo 73 ao 89 e apresenta a história de todo o Israel, desde o Egito até o reino do Messias. Nesta porção o santuário de Deus é visto mais em sua conexão com a casa de Davi do que com a Pessoa de Cristo. Este terceiro livro dos Salmos começa declarando: “Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração” (Sl 73:1).

Os capítulos 90 ao 106 compõem o quarto livro dos Salmos e mostram o remanescente judeu expressando a certeza da vinda do Messias e de seu reino em justiça. Ali vemos Jerusalém como o centro de adoração na terra. Nesta porção é possível identificar todas as doze tribos e também as nações gentias introduzidas nas bênçãos do reino de mil anos de Cristo na terra. O quarto livro começa com “Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração” (Sl 90:1).

Finalmente vemos o quinto livro dos Salmos, do capítulo 107 ao 150, que fala da restauração de Israel em meio a muita tribulação, e do Messias exaltado, que vem para destruir os inimigos e inaugurar um louvor universal. Esta parte começa com “Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre” (Sl 107:1). Volto a lembrar que a igreja não aparece nos Salmos.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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