Agora é a vez dos saduceus tentarem fazer Jesus cair em contradição. Por não crerem na ressurreição, eles apresentam um caso hipotético de uma viúva que se casa com o cunhado e fica outra vez viúva, e assim sucessivamente até ter sido casada com sete irmãos antes de ela própria falecer. A pergunta se baseava na Lei, que dizia que uma viúva sem filhos deveria se casar com o cunhado, para deste gerar descendência para o marido falecido. A pergunta deles é: “Na ressurreição, de quem ela será esposa, visto que os sete foram casados com ela?” (Lc 20:33).

Jesus expõe a ignorância dos que analisam as coisas eternas com a mente carnal. Ele diz: “Os filhos desta era casam-se e são dados em casamento, mas os que forem considerados dignos de tomar parte na era que há de vir e na ressurreição dentre os mortos não se casarão nem serão dados em casamento, e não podem mais morrer, pois são como os anjos. São filhos de Deus, visto que são filhos da ressurreição” (Lc 20:34-36).

Os “filhos desta era” são as pessoas em geral, que vivem num mundo onde Deus estabeleceu o matrimônio entre homem e mulher. “O Criador os fez homem e mulher… Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne” (Mt 19:4-5). A “era que há de vir” é a eternidade, mas aqui Jesus fala apenas dos salvos, “os que forem considerados dignos” de participar da ressurreição “dentre os mortos”, e não “dos mortos” como aparece erroneamente em algumas versões da Bíblia. Os perdidos também ressuscitarão no final, porém apenas para serem lançado vivos no lago de fogo.

Ao dizer que “os filhos de Deus… que são filhos da ressurreição… não se casarão nem serão dados em casamento, e não podem mais morrer, pois são como os anjos” Jesus mostra que serão imortais e não mais sujeitos às distinções da vida aqui. Aos crentes em Cristo, Paulo escreve: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus… Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3:27, 28). Isto não implica em perda de gênero ou identidade, mas das posições que ocupavam aqui com suas distinções entre homens e mulheres, judeus e gentios ou escravos e livres. Tampouco significa perda de memória ou da afeição dos relacionamentos, pois depois de ressuscitados não seremos menos humanos do que somos aqui.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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