Você recebe uma grande soma em dinheiro e sua preocupação é correr e depositá-lo no banco sem ser assaltado no caminho. Então você reparte as notas em maços e os distribui pelos bolsos, por dentro da roupa e até nas meias. Mesmo assim você fica preocupado. E se algum assaltante perceber seu olhar inquieto? E se você desmaiar no caminho ou sofrer um acidente? Ser levado a um pronto-socorro inconsciente e de bolsos cheios não é exatamente o que você gostaria que acontecesse. Quem irá garantir que seu dinheiro não desaparecerá?

Se você pudesse despachar tudo para o banco, sem precisar andar por aí recheado de notas, certamente faria isso. Assim teria a garantia de poder usar seu tesouro quando precisasse, sem correr o risco de perdê-lo. Jesus diz: “Vendam o que têm e deem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói. Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Lc 12:33-34). O cristão é o único que pode realmente agir assim, pois quando compartilha do que tem não está gastando, mas guardando.

Mas qual é verdadeiramente o tesouro do crente? Serão seus bens, sua carreira ou posição na sociedade? O apóstolo Paulo pertencia à nata da sociedade de sua época, mas depois de convertido a Cristo passou a enxergar tudo o que era e possuía com outros olhos. Veja o que ele diz: “O que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Fp 3:7-8).

Jesus tranquiliza os discípulos, dizendo: “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino” (Lc 12:32). Ser pequeno — em força, tamanho ou capacidade — não é uma vantagem neste mundo selvagem onde impera a lei do mais forte, mas é isto o que diferencia o cristão do incrédulo. Quando lemos a história de Sansão aprendemos que ninguém sabia de onde vinha sua força, pois ele devia ser um homem comum, e não um gigante musculoso. Os que seguem a Cristo encontram sua força somente naquele que revelou a Paulo que o seu “poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Ao que o apóstolo concluiu: “Quando sou fraco é que sou forte” (2 Co 12:9-10).

Neste momento de nosso capítulo 12 de Lucas o reino ainda não tinha sido manifestado. O reino estava entre os discípulos, pois o Rei estava ali, mas ele ainda seria rejeitado e voltaria ao céu, o lugar de origem do reino. Um dia Jesus viria para estabelecer seu reino de forma visível e seus discípulos reinariam com ele. É desta expectativa, e de como os discípulos deveriam viver neste mundo, que Jesus fala no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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