No último post vimos a importância do que Pedro e João fizeram ao perguntarem ao Senhor onde deveriam preparar a Páscoa. Naquela noite a Páscoa seria celebrada em milhares de lugares, mas Jesus estaria apenas no lugar indicado por ele. Se Pedro e João não tivessem perguntado e decidissem por si mesmos aonde ir, teriam celebrado a Páscoa sem desfrutar da presença do Senhor. Por isso, também hoje, devemos sempre perguntar ao Senhor onde e como adorá-lo, ou verificar na sua Palavra se estamos fazendo isso da forma correta.

Por exemplo, pergunte a ele se é correto estabelecer diferentes igrejas criando grupos independentes e com diferentes identidades, e a resposta será: “Concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer” (1 Co 1:10). E o Espírito seguirá mostrando que os que criam divisões e partidos entre os irmãos fazem isso “porque ainda são carnais… agindo como mundanos” (1 Co 3:3).

Se já é pecado dividir os irmãos, o que Deus dirá de dar diferentes nomes a essas divisões? O Senhor deixou claro que existe um único nome ao qual os salvos devem congregar para tê-lo em seu meio: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18:20). E Paulo avisa que quando “estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus… estando presente também o poder de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 5:4), suas decisões serão endossadas no céu. Jesus garantiu isso, ao dizer: “Tudo o que vocês ligarem na terra será ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra será desligado no céu” (Mt 18:18).

Apesar de vivermos cercados de “Igreja Isso” e “Igreja Aquilo”, o Espírito Santo diz o que pensa dessa colcha de retalhos criada pelos homens: “Há divisões entre vocês… cada um de vocês afirma: ‘Eu sou de Paulo’; ‘eu de Apolo’; ‘eu de Pedro’; e ‘eu de Cristo’. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1:11-13). “Pois quando alguém diz: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’, não estão sendo mundanos?” (1 Co 3:4). Nenhuma distinção deveria existir entre os cristãos, pois em Cristo “já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos” (Cl 3:11).

No próximo post, perguntaremos o que Deus acha dos templos.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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