João Batista ouve falar dos feitos de Jesus e envia dois de seus discípulos para perguntarem: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?”. A missão de João era anunciar a chegada do Messias, e ele quer se certificar de que Jesus é o prometido. Depois de curar e libertar muitos de doenças e demônios, Jesus diz aos discípulos de João: “Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas novas são pregadas aos pobres; e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa” (Lc 7:22).

O detalhe é que só depois que os mensageiros vão embora que Jesus começa a elogiar João Batista para a multidão. Ele diz: “Entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João” (Lc 7:24-28). Por que não elogiar João na presença dos discípulos dele? Porque esses elogios iriam parar nos ouvidos de João e não lhe fariam bem. O elogio é importante, porém quando ocorre nas coisas de Deus devemos ser cuidadosos.

Uma versão moderna de João 12:43 diz que os fariseus “gostavam mais de ser elogiados pelas pessoas do que de ser elogiados por Deus”. Quando somos elogiados por fazermos a obra de Deus, somos tentados a pensar que temos algum mérito nisso. Mas deveríamos falar como Paulo, em 1 Tessalonicenses 2:6: “Não buscamos reconhecimento humano, quer de vocês quer de outros”. É bom nos lembrarmos de que ao elogiarmos um irmão em Cristo por seu trabalho nas coisas de Deus podemos causar mais mal do que bem ao coração dele.

Quem faz algo no Senhor, é no Senhor que faz… “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Você daria os parabéns à caixa de ferramentas pela mesa ou cadeira que o marceneiro fez com elas? Não, seu elogio seria para o marceneiro, pois as ferramentas sozinhas nada podem fazer.

No meio religioso a bajulação é uma instituição, e muitos cristãos se sentem na obrigação exaltar um irmão por sua fidelidade, seu empenho, sua pregação, etc. Porém o livro de Provérbios ensina que “o homem que lisonjeia o seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29:5). Gosto da história do pregador, que ao terminar de falar, foi abordado por uma senhora que teceu elogios à sua mensagem, seu desempenho, sua oratória… até ser interrompida por ele, que disse: “Irmã, Satanás sussurrou tudo isso ao meu coração enquanto eu pregava”.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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