Jesus, “Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim’. Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lc 22:19-20). Foi com Israel, e não com a Igreja, que Deus fez essa “nova aliança”, conforme profetizou Jeremias:

“Farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados… Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo… todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior… Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jr 31:31-34).

A nova aliança está fundamentada no sacrifício de Cristo e terá efeito em Israel quando o povo se arrepender e Cristo estabelecer o seu Reino. Enquanto isso a Igreja desfruta dos benefícios dessa aliança, mas não foi com ela que Cristo fez a nova aliança. Para ser “nova” precisaria existir uma “velha” aliança com a Igreja, o que não é o caso. A Igreja começou no capítulo 2 de Atos e sua cidadania e destino não são terrenos, como Israel, mas celestiais. “A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20).

O sacrifício de Cristo também tem uma dupla aplicação para atender a dois aspectos da ruína causada pelo pecado. Deus precisava tratar da questão do pecado, no singular, e perdoar os pecados, no plural. João Batista fala da primeira quando vê Jesus passar: “É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Em virtude da obra de Cristo foi garantida a retirada do pecado do mundo, pois ele veio “para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo” (Hb 9:26).

O cristão ainda traz em si o pecado, pois existe dentro dele uma velha natureza herdada de Adão, mesmo depois de ter recebido a nova natureza. É o pecado em nós que nos leva a pecar; o pecado é que produz os pecados. Na ressurreição já não traremos o pecado em nós, graças ao Cordeiro que morreu. Quando Cristo voltar para reinar os benefícios dessa obra serão estendidos à Criação, a Israel e às nações, mas o pecado só será erradicado de vez nos “novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2 Pe 3:13). E os “pecados”? É o que veremos no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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