No capítulo 21 de Mateus Jesus chega ao monte das Oliveiras, nos arredores de Jerusalém, e manda que dois discípulos sigam adiante até encontrarem uma jumenta amarrada com um jumentinho ao lado. O evangelho explica que aquilo era o cumprimento do que tinha sido previsto pelos profetas Isaías e Zacarias:

“Digam à cidade de Sião: ‘Eis que o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’”(Mt 21:5).

Os discípulos encontram tudo como Jesus havia previsto, e trazem o jumentinho para ele montar. Observe que aquele animal nunca tinha sido montado, e ninguém ousaria fazer algo assim a menos que estivesse participando de um rodeio. Mas Jesus não apenas sabia da existência do jumento e onde podia ser encontrado; ele também tinha o total controle de tudo.

Afinal, amansar um jumento era fácil para quem era capaz de amansar o mar revolto, curar cegos de nascença e ressuscitar mortos. Quando você vê o poder que Jesus tinha sobre o tempo e o espaço, os elementos e as circunstâncias, os homens e os animais, entende também que sua morte na cruz não foi um imprevisto.

Jesus veio voluntariamente morrer na cruz como um sacrifício pelo pecado. Ele não foi um revolucionário que acabou martirizado, como se os seus planos de mudança do mundo tivessem sido frustrados pela ação do poder político e religioso vigente. Ao contrário, do início ao fim de sua jornada aqui ele sempre esteve no total controle da situação e olhando para a conclusão de sua missão. Se quisesse, ele poderia até ter descido da cruz, mas aí não poderia dizer “Está consumado”, como disse, referindo-se ao completar sua obra.

Agora Jesus entra em Jerusalém montado no jumento e é aclamado de modo triunfal. As pessoas lançam ramos de árvores e vestes para forrar o caminho do Messias, o Filho de Davi. O povo reconhece sua glória, clamando, “Hosana ao Filho de Davi! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!”(Mt 21:9). Em nenhum momento Jesus rejeita esse tratamento, demonstrando assim ser verdadeiramente o Messias esperado.

Obviamente tudo isso acontece pelo poder de Deus, e não por iniciativa das próprias pessoas. Deus  quer deixar claro quem Jesus realmente é. Quanto às pessoas… bem, em cinco dias essas mesmas pessoas, nessa mesma cidade, estarão gritando “Crucifica-o!”(Mt 27:22) . Jesus sabe disso e decide visitar o Templo, o lugar no qual Deus tinha colocado o seu nome e que era o único lugar onde um israelita podia adorar a Deus.

Por Mario Persona

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