O mundo não será o mesmo a partir deste momento e três coisas marcam a chegada de Jesus ao planeta Terra. Primeiro, os céus se enchem de regozijo por Deus ter vindo ao mundo em forma humana. Os humildes pastores são envoltos pelo resplendor da glória de Deus e uma multidão dos exércitos celestiais irrompe em louvores dizendo: “Glória a Deus nas alturas”.

O apóstolo João mais tarde iria dizer: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada” (1 Jo 1:1-2).

O segundo efeito é que o mal e o pecado, que arruinaram a Criação de Deus, estão com os dias contados. Deus não vem ao mundo em glória vingativa contra o pecador, mas como um indefeso bebê, nascido pobre e trazendo salvação, misericórdia e graça para um mundo perdidamente culpado. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co 5:19). Os anjos continuam com seu clamor, que diz: “…paz na terra”.

A terceira consequência da presença do Filho de Deus no mundo é a revelação da afeição de Deus por suas criaturas: “paz… aos homens, a quem ele quer bem”. Deus ama a humanidade, e o livro de Provérbios expressa isso: “Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens” (Pv 8:31). O Salmo 85 resume o resultado dessa visita tão ilustre: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram. A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus. Também o Senhor dará o que é bom, e a nossa terra dará o seu fruto. A justiça irá adiante dele, e nos porá no caminho das suas pisadas” (Sl 85:10-13).

Tudo isso está representado nessa criança, despercebida pelos que são do mundo, porém aclamada pelos habitantes do céu. É preciso ter a fé dos pobres pastores para enxergar a grandiosidade deste evento. “Vamos a Belém”, dizem eles, “e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”. “Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura. Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados” (Lc 2:15-18).

No próximo post, conheça Simeão.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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