Em nosso capítulo 12 de Lucas também vemos a revelação progressiva de Deus. A carta aos Hebreus diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”(Hb 1:1-3).

Pela Criação Deus revelou sua glória e poder, pois “os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”(Sl 19:1). Mas ele não se revelou ao homem pelas coisas criadas. Ao entregar a Lei a Moisés ele revelou a incapacidade do homem de cumprir as demandas de um Deus santo, mas ainda não se revelou ao homem. Por mais sincero que um judeu fosse em tentar guardar a lei, ele não podia conhecer a Deus, pois este ainda não tinha sido revelado.

Até mesmo Paulo, um judeu exemplar “circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu… quanto à justiça que há na lei, irrepreensível”(Fp 3:5), não conhecia a Deus. Por isso ele dizia que “quando aprouve a Deus… revelar seu Filho em mim… não consultei a carne nem o sangue”(Gl 1:15-16). A revelação de Cristo nada tem a ver com carne e sangue ou com a Criação natural e tampouco com a Lei. A primeira só mostra que nada somos comparados ao Universo e a segunda que nada podemos diante das santas demandas de Deus. Portanto, “os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei’. É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela lei”(Gl 3:10).

Por isso, depois de ter colocado de lado a nação de Israel, Jesus entra no capítulo 12 de Lucas denunciando a hipocrisia daqueles que gozam da maior estima entre os judeus, e mesmo assim são os principais adversários do Messias. Ele avisa seus discípulos: “Tenham cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”(Lc 12:1). Hipocrisia é querer parecer que você é algo que não é, e religiosos são hipócritas por natureza. Acham que por seguirem uma lista de regras e viverem de modo irrepreensível aos olhos dos homens estão justificados diante de Deus. Mas Jesus revela que “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”(Lc 1:2). A Lei tinha mandamentos, promessas e profecias, mas não tinha Jesus, que é a “expressão exata”de Deus. Ele é o Filho Unigênito de Deus, a verdadeira Luz e a atmosfera que o cristão respira.

No próximo post o Senhor mostra que um novo testemunho estava para ser formado, não governado pela lei, mas pela luz de Deus.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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