Jesus falou da porta estreita do acesso ao Pai, e falou também do caminho estreito, do andar com ele. Mas por que o caminho é estreito? Por acaso Deus quer restringir sua vida, restringir seus movimentos, tolher sua felicidade? Se você acha que ter um relacionamento com alguém é viver engessado, não irá querer seguir a Jesus.

Para entender isso, tire já da cabeça a ideia de que seguir a Jesus é ter no bolso uma lista de coisas proibidas e permitidas. Não é. Seguir a Jesus é ter um relacionamento estreito com ele. Olha aí a palavra “estreito”!

Que tipo de relacionamento você espera de alguém que você ama? Um relacionamento estreito, íntimo, exclusivo. Nada mais normal do que Jesus exigir que você tenha um relacionamento assim com ele.

Quando duas pessoas se amam, uma só tem olhos para a outra, só quer satisfazer a outra, vive exclusivamente para a outra. É por isso que muita gente foge de um relacionamento sério: tem medo de perder a liberdade de solteiro. Mas se você olhar ao redor verá que o mundo não está cheio de pessoas livres; o mundo está cheio de pessoas solitárias, vivendo apenas para si mesmas.

É claro que um relacionamento real acaba tendo seus próprios limites, acaba sendo um caminho estreito. Quando duas pessoas se amam e assumem um compromisso, elas abrem mão de muitas coisas. Para Jesus ter esse tipo de relacionamento com você, ele abriu mão do seu lugar no céu e veio viver, sofrer e morrer aqui por você. Você seria capaz de morrer por ele?

No pacote de um relacionamento saudável você recebe também a possibilidade de precisar engolir o que o outro diz. Tem gente que concorda com apenas algumas partes da Bíblia. Que tipo de relacionamento é esse no qual você concorda apenas com parte do que o outro diz? Neste caso, “o outro”é Deus e o que ele diz é sua Palavra, a Bíblia.

Mas você poderá argumentar que Deus também não concorda com o que você diz. Sim, é claro, ele é Deus, tem uma opinião perfeita e é esta que acabará prevalecendo no final. Mesmo assim ele tem sido paciente com você, pois conhece a natureza humana. Quantas vezes na vida você já mudou de opinião? E ainda quer discutir com o Deus eterno e imutável?

A conversão implica em aceitar a Jesus, não apenas como Salvador, mas também como Senhor, dono e diretor de sua vida. É um relacionamento sim, mas não de igual para igual. Se você acha que pode exigir isso, ainda não entendeu quem é Jesus. Você seria capaz de falar como Tomé, que ao vê-lo ressuscitado, exclamou: “Senhor meu e Deus meu”(Jo 20:28)?

Por Mario Persona

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