Jesus é condenado à morte pelos sacerdotes e líderes religiosos. Mas, por estarem sob domínio romano, eles não podem executar a sentença à maneira de Israel, por apedrejamento. Por isso entregam Jesus ao governador Pilatos. Se este o sentenciar à morte, esta será por crucificação, o método romano de execução.

Os profetas do Antigo Testamento previram isso. Mil anos antes Davi descreveu a crucificação de Jesus no Salmo 22: “Perfuraram minhas mãos e meus pés”(Sl 22:16). No Salmo 34 ele previu ainda que nenhum de seus ossos seria quebrado, ao contrário do procedimento normal, que era quebrar as pernas do crucificado para acelerar a morte por asfixia.

Enquanto isso, Judas parece arrependido do que fez, mas por outras passagens vemos que ele estava interessado mesmo era no dinheiro. Sua ganância o tornava vulnerável à influência de Satanás, que agia nos bastidores. Alguns contestam a culpa de Judas, alegando que ninguém pode ser responsabilizado por atos cometidos sob uma influência externa, no caso, Satanás. Vá dizer isso aos juízes que condenam motoristas que causam acidentes sob o efeito do álcool. A influência externa entrou em cena porque a pessoa abriu mão de sua responsabilidade interna.

Essa influência pode também vir de Deus, precedida pela insubordinação do homem contra o seu Criador. Depois que Faraó, no antigo Egito, decidiu ignorar os avisos de Deus transmitidos por Moisés, Deus endureceu o coração de Faraó. Primeiro veio a insubordinação de Faraó, depois o endurecimento vindo de Deus. Em 2ª Tessalonicenses capítulo 2 você lê que, em um tempo ainda futuro, aqueles que não creram em Jesus serão levados, por Deus, a crer no anticristo.

O arrependimento de Judas é diferente do de Pedro. Embora Pedro também tenha sido influenciado por Satanás no capítulo 16 de Mateus, quando negou que Jesus iria morrer, seu arrependimento por negar conhecê-lo foi sincero e sua restauração é prova disso. Judas não. Ele não se arrepende de seu pecado, mas das consequências. Para entender isso, pense em um corrupto. Sua cara de decepção ao ser preso não é pelo mal cometido, mas por ter sido pego e pela desonra que irá sofrer, além de perder a fonte de renda. Judas prefere tirar a própria vida a enfrentar essas consequências. Ainda hoje você encontra acusados de corrupção agindo assim em países como o Japão.

Os religiosos judeus são criteriosos em não lançar no tesouro do Templo as 30 moedas devolvidas por Judas, por considerarem aquele dinheiro originário de um crime de sangue. Ao decidirem usar o dinheiro para comprar um campo para servir de cemitério de estrangeiros eles dão a eles mesmos um atestado de criminosos e hipócritas. Mateus escreve que aquele campo “se chama Campo de Sangue até hoje”(Mt 27:8).

Por Mario Persona

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