Jesus conta a parábola de um homem rico que decide demitir seu administrador. Ao receber o aviso prévio ele se preocupa, pois já não tem idade para fazer trabalho braçal e teria vergonha de mendigar. Então planeja um esquema: chama cada devedor de seu patrão e reduz a dívida para poderem quitá-la. Ele “perguntou ao primeiro: ‘Quanto você deve ao meu senhor? ‘ ‘Cem potes de azeite’, respondeu ele. O administrador lhe disse: ‘Tome a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta’. A seguir perguntou ao segundo: ‘E você, quanto deve? ‘ ‘Cem tonéis de trigo’… Ele lhe disse: ‘Tome a sua conta e escreva oitenta’” (Lc 16:5-7).

Jesus diz que o homem rico elogiou o administrador desonesto, não sua desonestidade, mas sua prudência. Você só entenderá a parábola se ler a conclusão: “Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz” (Lc 16:16). Por que Jesus diz que os “filhos deste mundo”, isto é, os incrédulos, são mais espertos do que os “filhos da luz” ou crentes? Porque aproveitam o tempo presente para garantir amigos no futuro, como fez o administrador. A lição aqui não é ser desonesto, mas ser prudente e investir no futuro. Por isso Jesus diz: “Usem a riqueza deste mundo ímpio” — ou “riquezas da injustiça” “para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas” (Lc 16:9).

A “riqueza deste mundo ímpio” é o dinheiro. O cristão deve ser sábio investindo nas coisas que permanecem. O administrador desonesto negociou com dinheiro que não era dele para garantir resultados futuros. Os cristãos também negociam com riqueza que não é deles, mas de Deus, para “ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas” (Lc 16:9). A pergunta é: Quantos “amigos” eu e você iremos encontrar na glória? Quantos nós ajudamos a terem suas dívidas perdoadas por Deus para garantirem seu lugar nas “moradas eternas”? E quanto das “riquezas da injustiça”, isto é, do dinheiro que Deus nos dá, nós investimos neste trabalho de “ganhar amigos”?

Nosso tempo aqui na terra é breve, mas os recursos que Deus nos dá para fazer sua obra são infinitos. A questão é saber se somos confiáveis para administrar esses recursos, ao contrário de muitos que passaram por aqui e falharam. Como veremos no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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