“A caminho de Jerusalém… dez leprosos dirigiram-se a ele [a Jesus]. Ficaram a certa distância e gritaram em alta voz: ‘Jesus, Mestre, tem piedade de nós!’ Ao vê-los, ele disse: ‘Vão mostrar-se aos sacerdotes’” (Lc 17:11- 14). A lepra era uma doença temida. Além da enfermidade, o leproso era discriminado e expulso do convívio social. Por isso estes “ficaram a certa distância”, ao invés de se aproximarem de Jesus.

A lepra é uma figura do pecado, por tirar a sensibilidade da pele fazendo com que o doente se machuque sem sentir dor. O pecado faz o mesmo e nos deixa insensíveis ao mal que nos corrói pouco a pouco, do mesmo modo como as infecções e a gangrena fazem com o corpo do leproso. O pecado também nos mantém “a certa distância” de Jesus.

Os dez leprosos pedem para serem curados, mas recebem instruções para se apresentarem aos sacerdotes. Todos obedecem, pois a Lei dada a Israel determinava que apenas os sacerdotes tinham autoridade para declarar um leproso curado de sua lepra e apto a voltar ao convívio social. Se você ler o capítulo 14 de Levítico verá que a Lei exigia do leproso curado um complexo cerimonial.

No caminho os dez leprosos são curados, porém apenas um percebe que aquele que o curou é maior que os sacerdotes e toda a lei cerimonial do judaísmo. Ele não chega a ir até lá, mas “quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano” (Lc 17:14-16). Enquanto nove estão ocupados com o cerimonial, um está ocupado com Jesus, a verdadeira fonte da bênção, de quem ouve algo que os outros não puderam ouvir por estarem presos à religião: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou” (Lc 17:19).

É triste ver como nove dentre dez cristãos hoje estão mais ocupados com um cerimonialismo vazio do que com a Pessoa de Cristo. As únicas ordenanças dadas à igreja são o batismo, feito uma só vez, e a ceia do Senhor, celebrada a cada dia do Senhor (o Domingo). Tudo o mais — como templos, sacerdotes, vestes rituais, sacrifícios, incensos, promessas, instrumentos musicais, dízimos, peregrinações, etc. — não passa de uma imitação barata do judaísmo. Ocupar-se com isso é ficar de costas para Cristo, aquele que deve ser nossa ocupação agora e eternamente.

No próximo post Jesus fala do Reino que estava no meio deles.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


Comentários:


  1. Elizeu disse:

    Germano, gosto muito desses estudos.
    Mas o senhor é pastor ? Ou oque ?! Só uma dúvida

  2. germano disse:

    Elizeu,
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    Sou um cristão. Um pecador salvo pela graça de Deus através da fé em Jesus Cristo.

  3. Ricardo Luz disse:

    Parabéns Germano pelo seus estudos eu creio Que Deus está usando você porque você se consagrou totalmente a Ele… Que Deus continue derramando a sua unção sobre a sua vida sempre em nome de Jesus!


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