No início do capítulo 11 de Lucas encontramos Jesus ensinando seus discípulos a orar, não com uma reza para ser repetida, mas apresentando a eles os principais pontos de uma oração. Os três primeiros nos falam do privilégio de chamarmos a Deus de Pai, do reconhecimento de sua santidade e da expectativa do dia em que a sua vontade será feita “assim na terra como no céu”, quando o Filho entregar o reino ao Pai. Os três pontos seguintes falam do crente e de suas necessidades físicas e espirituais, começando com: “Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano” (Lc 11:3).

O cristão reconhece que seu sustento vem de Deus, que nos considera mais valiosos que “as aves do céu [que] não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros”. Ele promete nos alimentar e vestir melhor do que faz com as aves e os lírios que “não trabalham nem tecem”. O Senhor diz: “Não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘que vamos beber?’ ou ‘que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas” (Mt 6:28- 34).

Mas é importante entender que, na questão do sustento, Deus trata Israel e Igreja de maneiras distintas. A Israel Deus prometeu prosperidade material na terra, pois é o povo terreno de Deus. O Antigo Testamento não fala de bênçãos celestiais, e sim materiais, com muito leite e mel, filhos e rebanhos, ouro e prata. Agora, porém, Deus está tratando com a igreja, um povo ao qual ele não prometeu a terra, mas o céu. Israel e os que habitarão na terra receberão “como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34). À Igreja, “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo… nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” para habitarmos no céu (Ef 1:3-4).

Aos cristãos a Palavra de Deus não promete prosperidade material, porém diz: “Nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1 Tm 6:7- 9). Portanto não vá na conversa desses pregadores que prometem riqueza e prosperidade. Paulo alertou que eles seriam “egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes… mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Tm 3:1-6).

No próximo post Jesus nos ensina a pedir: “Perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11:4). Como assim? Já não fomos perdoados quando cremos em Jesus?

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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