Apesar de Cristo ter morrido e ressuscitado, cumprindo todas as demandas da justiça divina concernentes ao pecado, ainda não vemos isso realizado no mundo. A razão é que a salvação é pela fé, e não pelo que vemos, “pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente” (Rm 8:24).

“Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Co 15:25-26). “Agora, porém, ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas. Vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos, Jesus, coroado de honra e glória por ter sofrido a morte, para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte. Ao levar muitos filhos à glória, convinha que Deus, por causa de quem e por meio de quem tudo existe, tornasse perfeito, mediante o sofrimento, o autor da salvação deles” (Hb 2:8-10).

Mas se o Cordeiro de Deus experimentou a morte “em favor de todos” (Hb 2:9), por que nem todos serão salvos? Pela mesma estranha razão de alguns casos de sequestro. Quando um governo paga o resgate de um grupo de cidadãos sequestrados por extremistas, nem sempre todos voltam aos seus lares. Alguns se convertem à causa ou se apaixonam pelo inimigo e decidem ficar. O resgate foi pago por todos, mas nem todos foram salvos. Cristo “morreu por todos” (2 Co 5:14) e o preço pago foi suficiente para que nenhum se perdesse. Porém, “oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9:28).

Você só será salvo se estiver entre os que “o esperam para salvação” (Hb 9:28), e isto implica não estar apaixonado pelo inimigo. O pecado do mundo foi resolvido pela obra da cruz, mas os pecados de cada um precisam ser perdoados. Se é verdade que na cruz Jesus morreu para tirar o pecado do mundo, também é certo que ali “ele carregou o pecado de muitos” (Is 53:12), não de todos. Ao crer em Cristo você desfrutará dos mesmos benefícios prometidos a Israel na nova aliança: “Eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Hb 8:12). Mas, se persistir na incredulidade, “já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus” (Hb 10:26).

Por Mario Persona

.

Condições de uso: Os textos do blog Leia a Bíblia podem ser copiados e utilizados livremente em correspondência, escolas, blogs e sites pessoais. Vedada a reprodução por empresas, Igrejas, veículos de comunicação corporativos e programas de rádio/TV. Favor citar a fonte.

.

Comentários: Fique à vontade para comentar. Serão publicados os comentários com base bíblica e fundamentação lógica. Opiniões, questões doutrinárias, citações pessoais, assuntos fora do texto bíblico, comentários sem base bíblica, textos copiados de outros sites e blogs bem como assuntos fora do tema do blog e links externos serão deletados. O assunto aqui é SÓ A BÍBLIA ou assuntos diretamente relacionados ao texto bíblico. Obrigado por comentar.

Germano Luiz Ourique


Comente!

(*)Campos de preenchimento obrigatório