Devemos estar atentos ao fato de que quando Deus diz algo, isso nem sempre vale para todas as ocasiões. É o caso desta passagem: “Então Jesus lhes perguntou: ‘Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa?’ ‘Nada’, responderam eles” (Lc 22:35). Enquanto Jesus andou com eles, suas necessidades eram supridas, e as pessoas, beneficiadas pelas curas, lhes davam abrigo e proteção.

Antes a ordem que os discípulos receberam havia sido: “Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel… Não levem nem ouro, nem prata, nem cobre em seus cintos; não levem nenhum saco de viagem, nem túnica extra, nem sandálias, nem bordão” (Mt 10:5-10).

Porém agora os judeus haviam rejeitado a Jesus e em poucas horas ele seria preso e condenado à morte. Por isso eles não deviam mais se considerar “em casa” entre os de seu próprio povo. Sua missão não ficaria mais restrita a Israel, como tinha sido até então, mas incluiria o “Ide por todo o mundo” (Mc 16:15). Do capítulo 13:31 ao final do capítulo 17 do Evangelho de João, você encontra a longa conversa de Jesus com os discípulos depois que Judas saiu do meio deles. O Senhor revela que eles seriam odiados por todo mundo, e isso não mudou desde então.

Dois mil anos se passaram e cristãos continuam a ser mortos por sua fé. Ao crer em Jesus você deixa de pertencer a este mundo, e ele diz: “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia… Se me perseguiram, também perseguirão vocês… Tratarão assim vocês por causa do meu nome” (Jo 15:18-21).

Porém muitos são perseguidos mais por se intrometerem na vida alheia, do que por levarem o nome de Jesus. Ao invés de pregarem o evangelho, que se resume a “Cristo morreu pelos nossos pecados… foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia” (1 Co 15:1-3), pregam mudança de vida, hábitos e costumes, e combatem os que se opõem. Todavia, vestir terno em defunto não faz dele um vivo, assim como obrigar incrédulos a andarem como cristãos não lhes dá vida eterna. “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo” (Mt 9:16). Quem crer terá sua vida transformada, “‘não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor” (Zc 4:6).

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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