“Os homens que estavam detendo Jesus começaram a zombar dele e a bater nele. Cobriam seus olhos e perguntavam: ‘Profetize! Quem foi que lhe bateu?’ E lhe dirigiam muitas outras palavras de insulto” (Lc 22:63- 65). Pedro já não estava ali para ver como o Senhor se comportou diante de seus acusadores, mas o Espírito Santo mais tarde lhe revelaria que “ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (1 Pe 2:22-23).

“Ao romper do dia, reuniu-se o Sinédrio, tanto os chefes dos sacerdotes quanto os mestres da lei, e Jesus foi levado perante eles.” Os sacerdotes intercediam pelo povo diante de Deus, mas aqui acusam o Filho de Deus diante do povo. “‘Se você é o Cristo, diga-nos’, disseram eles. Jesus respondeu: ‘Se eu vos disser, não crereis em mim e, se eu vos perguntar, não me respondereis. Mas de agora em diante o Filho do homem estará assentado à direita do Deus Todo-poderoso’. Perguntaram-lhe todos: ‘Então, você é o Filho de Deus?’ ‘Vós estais dizendo que eu sou’, respondeu ele. Eles disseram: ‘Por que precisamos de mais testemunhas? Acabamos de ouvir dos próprios lábios dele’” (Lc 22:66-71).

Jesus não andava por aí proclamando ser o Cristo, por isso a pergunta deles é no mínimo estranha: “Se você é o Cristo, diga-nos”. O que os faz pensar assim? Certamente os sinais que Jesus fez, que os profetas haviam apontado como as credenciais do Messias. “Então, você é o Filho de Deus?”. Jesus responde de modo a colocar sobre eles toda a responsabilidade de estarem conscientemente condenando seu Messias: Vocês estão dizendo que eu sou”. Isso deve ter atingido suas consciências como um raio, mas mesmo assim eles estão dispostos a se livrarem dele. Afinal, como poderiam continuar vivendo sua vida de independência e autossuficiência se o Filho de Deus permanecesse ali para atrapalhar?

Embora este julgamento tenha ocorrido há séculos, ele se repete hoje cada vez que alguém é apresentado a Jesus e se recusa a crer nele. Aceitá-lo implicaria sujeitar-se a ele como Senhor; rejeitá-lo dá a falsa sensação de continuar numa vida de independência. Até quando? Até aquele dia quando terá de dobrar os joelhos diante do “Filho do homem… assentado à direita do Deus Todo-poderoso” e ouvir de sua boca a sentença: “Aparte-se de mim para o fogo eterno” (Mt 25:41). Então aqueles que não quiseram Jesus aqui não o terão também ali. Eternamente.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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