Após revelar a avareza do coração dos religiosos fariseus — e ser ridicularizado por eles — Jesus lhes diz: “Vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus” (Lc 16:15). Estamos sempre prontos a nos justificarmos a nós mesmos, seja culpando outros por nossos erros, seja apresentando boas obras na tentativa de neutralizá-los.

Desde o dia em que Adão tentou se justificar diante de Deus, dizendo, “foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi” (Gn 3:12), ficamos especialistas na arte da justiça própria. Porém, se é fácil identificar a justificativa que joga a culpa em terceiros, o mesmo não acontece com a justiça própria construída pela autovalorização, quando tentamos parecer melhor do que somos exibindo os nossos feitos.

Ainda que nas coisas dos homens essa atitude ajude você a conseguir emprego, pois é necessário apontar os gols que marcou na carreira, nas coisas de Deus ela é deplorável. Neste mesmo evangelho Jesus alerta: “Quando vocês tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’” (Lc 17:10). A exaltação própria é característica da cristandade dos últimos dias, representada por Laodiceia. Ela diz: “Estou rica, adquiri riquezas e não preciso de nada”, porém o Senhor retruca: “Não reconhece, porém, que é miserável, digna de compaixão, pobre, cega e que está nua” (Ap 3:17).

Quantos cristãos você conhece que se gabam da riqueza de seus templos, do número de membros de suas “igrejas” ou da capacidade intelectual de seus pregadores? Ao fazerem isso estão medindo as coisas pela régua dos homens, e não de Deus. Eles se esquecem de que “aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus” (Lc 16:15). E o que tem valor para Deus? Ele mostra claramente ao elogiar Filadélfia, na sexta carta de Apocalipse: “Você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome” (Ap 3:8).

A cristandade dos últimos dias busca ter muita força — às vezes até por meios políticos —, despreza a Palavra, em especial a doutrina de Paulo, e identifica seus membros por diferentes denominações, considerando insuficiente serem identificados com Cristo apenas como “cristãos”. Quanto a seus líderes, bem, é o que veremos no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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