Um dos que estão com Jesus à mesa diz: “Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus” (Lc 14:15). Certamente será um privilégio participar dos benefícios do Reino de Deus quando este for estabelecido pelo Messias na terra. Mas será que aquele homem e os outros estavam cientes de que o Rei estava bem ali com eles e convidando cada um a desfrutar desse privilégio?

Hoje, apesar de exilado no céu, Jesus continua convidando a muitos, não do modo como fez com os judeus para serem meros súditos de seu reino, mas para desfrutarem de um privilégio ainda mais elevado: o de filhos de Deus e membros do corpo de Cristo, a Igreja, que é a sua Noiva. Esta reinará com ele, e não sob ele como acontecerá com Israel. Você pode até ter boa intenção ao chamar a Cristo de “Rei”, mas as escrituras nunca o chamam de Rei da Igreja. Para a Igreja ele é o Noivo, um privilégio muito mais elevado do que o prometido a Israel.

Depois de ressuscitar e subir ao céu, Jesus sentou-se no trono de seu Pai, mas quando ele estiver sentado em seu próprio trono a sua promessa para os que forem salvos por ele vai muito além de apenas “comer no banquete do Reino de Deus”. Em Apocalipse 3:21 ele diz: “Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono”. Chamar a Cristo de Rei da Igreja é depreciar o amor que ele tem por sua Noiva, a Igreja, e colocá-la no mesmo nível de Israel, o povo terreno de Deus.

Na atual dispensação os chamados por Cristo são tirados dentre judeus e gentios para formarem a Igreja. Judeus, gentios e Igreja são as três classes de pessoas que hoje Deus enxerga no mundo, como o apóstolo Paulo revela nesta passagem: “Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus” (1 Co 10:32). Para o cristão individualmente Jesus não é Rei, é Senhor, e para a Igreja coletivamente ele é Noivo e Cabeça do corpo.

Mas será que estes detalhes são tão importantes assim? Na Bíblia tudo é importante, mas é evidente que ninguém precisa saber estas coisas para ser salvo. Basta ter fé em Cristo, que é a única condição para se receber o perdão dos pecados e a justificação, que significa ser considerado justo aos olhos de Deus. O convite para estar com Cristo e com o Pai nos céus continua a ser feito neste mesmo capítulo 14 de Lucas, quando Jesus conta uma parábola para mostrar que as pessoas dão mais importância aos bens, trabalho e família do que a estarem na companhia de Cristo. É o que veremos no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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