Mais uma parábola que fala de um senhor ausente, e este agora dá talentos aos seus servos, de acordo com a capacidade de cada um. No Evangelho de Lucas esta mesma parábola inclui uma ordem: Invistam e façam esse dinheiro render até que eu volte. O talento era a unidade usada para grandes quantidades de dinheiro e cada talento equivalia a mais de trinta quilos de ouro ou prata. Considerando que um recebe cinco, outro dois e outro um, até o que recebeu pouco recebeu muito.

Às vezes confundimos a palavra “talento”desta parábola com habilidades naturais, como música, esportes etc. Não é o caso aqui. Creio que os talentos sejam as responsabilidades dadas a todos os que professam o nome de Jesus. Aqui há uma mistura de trigo e joio, já que um deles é condenado no final. Os talentos são distribuídos segundo a capacidade de investimento de cada um de obter resultados para o seu senhor.

Se você professa crer em Jesus, você recebeu responsabilidades para cumprir durante a ausência do seu Senhor, e todas elas estão bem dentro de sua capacidade de multiplicar. O que recebe cinco talentos ganha mais cinco investindo, e o que recebe dois consegue mais dois. Ambos são elogiados por sua fidelidade e desfrutam da alegria de seu senhor.

Os dois investiram bem o que receberam, mas tudo o que o terceiro fez foi cavar um buraco para enterrar seu único talento. No final ele põe a culpa em seu senhor: “Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão”. Lembrando que o senhor não deu aos servos uma tarefa que estivesse fora de sua capacidade, certamente os outros dois não tinham a mesma opinião a respeito de seu senhor.

A primeira lição mais evidente nesta parábola é a necessidade de sermos bons investidores daquilo que recebemos do Senhor durante a sua ausência. Mas esta não é a lição mais importante. Aquele foi capaz de multiplicar pães e peixes aos milhares, não precisa dos nossos resultados. Ele quer ver a realidade da nossa fé e confiança nele.

Indo na contramão de Adão e Eva no jardim do Éden, os dois primeiros servos acatam a palavra de seu senhor e fazem o que ele manda. Eles não tinham medo dele, não o viam como um tirano; sabiam que ele não era injusto, mas compreensivo e generoso. Lembre-se de que nenhum deles recebeu acima de sua capacidade de investir.

O servo mau e negligente não conhece o seu senhor, não obedece sua palavra, não confia nele e ainda o chama de injusto. Em que categoria você se encaixa? Daqueles que acatam a Palavra de Deus e têm certeza de que servem a um Senhor justo e misericordioso, ou você é dos que não escutam o que ele diz, usam mal os recursos que ele dá e ainda o culpam pelas desgraças do mundo? O servo negligente é condenado no final.

Por Mario Persona

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