Jesus retorna à sua cidade, Nazaré, e passa a ensinar na sinagoga, o lugar onde os judeus se reúnem para ler as Escrituras. As pessoas ficam impressionadas, mas não de uma forma positiva. Ao invés de reconhecerem quem ele realmente é, duvidam.

“Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas?… Pois nem os seus irmãos criam nele.”(Mt 13:55-56; Jo 7:5). Ser rejeitado está se tornando um hábito para Jesus.

Certamente a reação seria diferente se ele fosse filho de um senador, sua mãe tivesse sangue azul e seus irmãos e irmãs fossem capa de revista. Ou então se ele próprio pudesse apresentar um currículo acadêmico invejável. Mas não, ali está um homem comum de uma família comum. E se a sua própria família não acredita nele, por que seus conterrâneos deveriam acreditar?

Existe aí também o elemento ciúme ou inveja. Os fariseus já o haviam rechaçado por este motivo antes. Não é de estranhar que seus conterrâneos se sintam inferiorizados diante de alguém que vem recebendo certa aclamação popular em outras cidades. A fábula da cobra e do vaga-lume ajuda a entender isso. Ao perceber que está prestes a ser engolido pela cobra, o vaga-lume reclama:

“Dona cobra, por que a senhora pretende me engolir se eu nem mesmo sou comestível?”

“Porque você brilha”, responde a cobra.

É o caso aqui. Diante do fulgor de Jesus, de sua sabedoria e dos milagres que faz, as pessoas são obrigadas a se decidir e assumir uma posição: ou ele é o Messias prometido, ou não. Além disso, a verdadeira luz tinha vindo ao mundo, e sempre que você acende uma luz a sujeira fica evidente. A menos que você já tenha crido em Jesus e agora o tenha como seu Senhor, você se sentirá igualmente incomodado com a simples menção de seu nome.

Os que viveram com ele por tantos anos decidem ignorar todas as evidências e o consideram apenas excêntrico. Jesus não faz muitos milagres ali por causa da incredulidade deles e afirma que “só em sua própria terra e em sua própria casa é que um profeta não tem honra”(Mt 13:57). Sua família dizem que “ele está fora de si”(Mc 3:21), seus amigos e vizinhos decidem ignorá-lo, o clero o odeia. E você, o que vai fazer com Jesus?

Pilatos sentiu-se incomodado quando precisou tomar uma decisão. Perguntou o que devia fazer com ele depois de não ter visto nele crime algum. O povo deu a sentença: “Crucifica-o!”(Mt 27:22). Pilatos ouviu o que o povo disse. E você, dá ouvido a quem? Família, amigos, pesquisas de opinião? Ou a simples menção do nome de Jesus o incomoda? Se assim for, você não está sozinho. Herodes também vai experimentar essa sensação.

Por Mario Persona

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Comentários:


  1. Paulo disse:

    So quero receber os materiais


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