Gosto das canções dos Beatles, mas “Imagine” me faz arrepiar. De terror. Em que pese sua beleza poética e melódica, a canção seria o fundo ideal para a cena que temos diante de nós no capítulo 23 de Lucas. Tudo se encaixa: As pessoas unidas em um propósito comum, vivendo em harmonia e sem a preocupação de um destino no céu ou juízo no inferno. Imagine tudo isso “e o mundo viverá como um só”, cantava John Lennon.

De judeus a gentios, de reis a ladrões, de sacerdotes a soldados, aqui todos são um só. “Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam ali, acusando-o com veemência… Herodes e seus soldados ridicularizaram-no e zombaram dele… Herodes e Pilatos, que até ali eram inimigos, naquele dia tornaram-se amigos… Igualmente o insultavam os ladrões que haviam sido crucificados com ele” (Lc 23:10-12; Mt 27:44).

No Éden nossos ancestrais creram na promessa da serpente: “Vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:5). O que o diabo não contou foi que, apesar de se tornarem “conhecedores do bem e do mal”, eles não teriam poder para fazer o bem ou evitar o mal. Ao decidirem ser “como Deus”, romperam seus laços com o Criador, acabaram nos “laços do diabo, em que à vontade dele estão presos” (2 Tm 2:26).

Hoje o homem sonha e canta uma paz mundial, um mundo livre de diferenças, com um só propósito, porém sem Deus. Ou melhor, pode-se até crer em uma força superior, energia cósmica ou grande arquiteto do universo, como se exige nas sociedades que visam unir os homens, independentemente de suas crenças, raças ou nacionalidades. Como nada acontece sem um denominador comum, nada melhor do que a inimizade contra Deus para servir de elemento aglutinador da paz.

Existe nesta cena um frenesi de atividade humana, com todos falando e todos votando com unanimidade. Apenas um está em silêncio: Jesus. Herodes “interrogou-o com muitas perguntas, mas Jesus não lhe deu resposta” (Lc 23:9). Hoje, quando a violência e a iniquidade correm soltas no mundo, Jesus está em silêncio. Ele voltará a falar ao mundo, porém não serão palavras de graça, mas de juízo. No livro de Apocalipse ele diz: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se. Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez” (Ap 22:11-12).

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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