Uma torre é defensiva, para você vigiar contra ataques e defender sua fé sem atacar pessoas. Mas existe uma esfera onde o cristão é soldado em uma batalha contra seres espirituais. “Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). E é de guerra que Jesus fala aqui.

“Qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz” (Lc 14:28-32).

Esta guerra não é travada com decibéis de berros prepotentes cuspidos num microfone, nem brandindo a Bíblia de forma ameaçadora ou caminhando de um lado para o outro num palco, como um cão bravio que marca território. É de joelhos que o crente luta em oração e sujeição a Deus, mantendo o domínio do próprio corpo. Paulo escreve que “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz… Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1 Co 14:32-33; 9:26-27).

Reprovado é quem começa a edificar ou sai a batalhar confiando na própria inteligência, oratória e poder de persuasão. Sem oração, leitura da Palavra e comunhão com Deus você viverá uma farsa. Muitos que um dia caminharam bem hoje só fingem caminhar. A respeito da torre, Jesus diz: “Se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele” (Lc 14:29). E sobre a guerra contra o inimigo de nossas almas, ele avisa: “Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz” (Lc 14:32).

É num espírito de renúncia, inclusive daquilo que achamos que temos de bom em nós, que o crente segue a Jesus. Não é o pedreiro quem fornece o material da construção onde trabalha, e nem o soldado vai à guerra vestindo a farda que ele mesmo costurou. “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc 14:32).

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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