‘’E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?’’ – (Lucas 11:11-13)

A autossuficiência caracteriza um estilo de vida tentador a muitos de nós. Acreditamos que temos total capacidade para resolver nossos problemas e controlar cada aspecto de nossas vidas, e ai de quem se contrapor a isso ou tentar ultrapassar as barreiras de proteção que construímos ao nosso redor! Neste estado mental, nos encontramos tão cheios de nós mesmos que nossa crença em Deus é relegada para segundo plano, visto que agimos como se não precisássemos dEle.

Nos permitimos afligir pelas mais diversas situações, principalmente sobre as quais não temos controle algum. Nestas circunstâncias, buscamos fazer o melhor de nós, mas a angústia provocada pela ansiedade de não saber o que resultará de nossos esforços drena nossas forças e amarga nossos dias. A um cristão não faz sentido este tipo de atitude, pois ela é contrária ao que a fé nos ensina: depender de Deus é um fator determinante na batalha espiritual.

Quando nos julgamos habilidosos o bastante para tomar de conta de nós mesmos em todos os sentidos, criamos um sofrimento inútil e desnecessário. Ao orarmos, devemos nos permitir confiar em Deus a ponto de saber que Ele fará o que é melhor para nós. Ele sabe o que deve ser feito para que Suas dádivas fluam livremente em nossas vidas. Preocupações de nada adiantarão, embora nossa obstinação afirme o contrário.

Empreguemos toda a força que existe em nós em acreditar que Deus está no controle, pois Ele de fato está, e nada do que pensemos ou façamos mudará esta realidade. Geralmente, as causas de nossas inquietações são completamente ilógicas e absurdas. Chegamos a orar, mas aquela ponta de dúvida persiste em nos tirar a paz que Cristo nos dá. Isto não nos convém, pois ao ler a Bíblia constatamos que Deus sempre usa os mais diversos contextos para abençoar os que nEle esperam, ainda que muitas destas bênçãos derivem ‘’acidentalmente’’ de erros humanos. A nós resta apenas que nos entreguemos a Ele por completo, firmes na certeza de que Ele nos é suficiente.

A analogia feita por Cristo na passagem supracitada é perfeitamente eficiente em nos conscientizar a respeito do que Deus quer para nós: o melhor. Logo, se Ele permitiu que algo acontecesse em nossas vidas, há um motivo lógico e pertinente que muitas vezes só é visível a Ele, em toda a Sua sabedoria e magnanimidade. Confiemos.

Que Deus os abençoe.

Com amor em Cristo,

Esther Moore

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Germano Luiz Ourique


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