“Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda… Um dos criminosos que ali estavam dependurados lançava-lhe insultos: ‘Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!’ Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: ‘Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal’” (Lc 23:32-33, 39-41).

Mateus e Marcos dizem que “igualmente o insultavam os ladrões que haviam sido crucificados com ele” (Mt 27:44; Mc 15:32), portanto algo fez com que um dos malfeitores parasse de ofender a Jesus. O que o teria feito mudar de ideia? Certamente as palavras de Jesus intercedendo por seus algozes: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23:34). João e Paulo explicam que “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele… Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens” (Jo 3:17; 2 Co 5:19).

Neste ladrão vemos a conversão do pecador. Ele é um condenado prestes a morrer e se perder eternamente, mas não parece ligar para isso, como qualquer pessoa que “pensa que escapará do juízo de Deus”. Ele insulta Jesus, como muitos fazem, sem perceber que “está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento e Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento” (Rm 2:3-6). Porém, quando escuta as palavras de bondade ditas por Jesus, é como se despertasse para a exortação: “Será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4).

Portanto, não é você, de si mesmo, quem se arrepende, como se fosse uma boa obra sua, mas é a bondade de Deus que o leva a arrepender-se, pois o Espírito Santo é quem convence “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8). E, uma vez arrependido, você passa a condenar-se a si mesmo — como fez o ladrão — e a justificar a Deus. Então vem o pedido de um que deposita toda a sua fé e confiança em Jesus: “Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”. Será que Jesus respondeu ao ladrão: “Ok, então desça daí, arrume sua vida, seja batizado, filie-se a uma igreja e depois venha falar comigo”? Não, ele apenas disse: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 23:42-43).

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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