“Finalmente, chegou o dia dos pães sem fermento, no qual devia ser sacrificado o cordeiro pascal” (Lc 22:7). Na mesma ocasião em que os judeus celebravam sua libertação da escravidão do Egito Jesus tinha um encontro marcado com a morte. Esta seria a verdadeira Páscoa, a concretização daquilo que foi tipificado em milhares de páscoas celebradas desde a libertação do povo hebreu. Mas desta vez o sacrificado não seria um animal, e sim um Homem, o único e suficiente “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).

Quando Deus, por intermédio de Moisés, libertou o povo da escravidão do Egito, a série de pragas que caiu sobre a terra culminou com a morte dos primogênitos. Só havia uma maneira de os hebreus escaparem daquele juízo que cairia sobre cada família: um sacrifício substitutivo. Para isso Deus deu instruções de como um cordeiro devia ser morto e seu sangue passado do lado de fora dos batentes da porta de cada casa. Deus disse:

“Esta é a Páscoa do Senhor. Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor! O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito” (Êx 12:11-13).

A palavra “Páscoa” significa “passar por cima”, e foi o que o Senhor fez com as casas nas quais o sangue foi aplicado ao batente da porta: passou por cima, pois a morte já havia estado ali. A salvação proporcionada pelo sangue do cordeiro era ampla o suficiente para incluir também os egípcios que acreditassem na ameaça, e foi assim que muitos deles e de outros povos acabaram saindo junto com os hebreus. Em Números 11:4 nós os encontramos como “um bando de estrangeiros que havia no meio deles”.

Aquele sacrifício do cordeiro substituto era uma figura do sacrifício maior que Deus faria séculos mais tarde. Todavia, no lugar de um animal, Deus usaria o seu Cordeiro perfeito e sem mancha de pecado, seu próprio Filho Jesus. Se o sangue daquele sacrifício no Egito foi capaz de livrar da morte hebreus e estrangeiros que creram no que Deus disse, “quanto mais, então, o sangue de Cristo” (Hb 9:14). Se Jesus tivesse faltado ao encontro que Deus marcou com ele na cruz ninguém seria salvo. E o que aconteceria se os discípulos não seguissem as instruções do próximo post?

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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