Os discípulos impediam aqueles que tentavam levar as crianças a Jesus, talvez por acharem que aquilo era conversa para gente grande. Jesus os repreende deixando claro que a fé não é dos que se consideram entendidos, mas dos que se colocam na condição de simples crianças que creem em coisas que não conseguem compreender. Mas o capítulo 18 de Lucas traz ainda outros empecilhos à fé e à salvação.

No início do capítulo, ao falar da insistência da viúva pelo auxílio do juiz, o Senhor sinaliza que tem seus ouvidos atentos ao nosso clamor. O profeta Jeremias escreveu: “‘Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês’, declara o Senhor” (Jr 29:12-14). Desistir não é uma opção.

Outro empecilho à salvação é considerar-se justo, comparando-se a outros ou confiando em sua justiça própria. O fariseu do versículo 10 se achava melhor que o publicano por dar o dízimo e jejuar. O publicano, por sua vez, não se achava digno de se aproximar de Deus e, ao bater no próprio peito, reconhecia merecer o castigo divino. Jesus afirma “que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus” (Lc 18:14).

O versículo 18 de Lucas fala do encontro de Jesus com um príncipe, que confiava que seria justificado se guardasse a Lei. Mas o primeiro mandamento dizia: “Não terás outros deuses além de mim” (Dt 20:3), e ao recusar abrir mão de suas riquezas para seguir a Jesus, que é Deus e Homem, ele deixava claro quais eram os deuses que seguia e adorava.

Mais um empecilho à salvação está implícito na resposta de Jesus à pergunta dos discípulos acerca de quem poderia ser salvo. “Jesus respondeu: O que é impossível para os homens é possível para Deus” (Lc 18:27). Se você considerar a salvação humanamente possível de se obter por mérito, ainda não entendeu a magnitude de seu pecado e que é só por graça ou favor imerecido que somos salvos. Qualquer coisa vinda de nós — seja a guarda da Lei, as boas obras, a religião, jejuns, dízimos,  etc. — acabará anulando a verdade de que a salvação é uma dádiva de Deus àqueles que a recebem por graça quando creem em Jesus, o Salvador.

No próximo post voltaremos a falar do príncipe que idolatrava seus bens.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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