Gostamos de nos sentir vivos, e uma forma de experimentarmos isso é vendo a morte alheia. Crimes, acidentes ou tragédias geram em nós sensações de terror, indignação e alívio, esta última por não sermos nós os protagonistas da dor. Somos movidos a adrenalina e na falta da tragédia real buscamos a artificial nos filmes. Vemos corridas, lutas e touradas torcendo para o carro explodir, o atleta sangrar e o touro chifrar. Alguém precisa morrer para nos sentirmos vivos e despertos.

Esta curiosidade mórbida inclui saber como será a maior de todas as tragédias, o fim do mundo. Pensamos nisso achando que as coisas irão se desmoronar numa tela de um cinema onde seremos meros espectadores. Se foi com uma curiosidade assim que os discípulos perguntaram a Jesus quando aconteceria a destruição do Templo e que sinal haveria de que estava prestes a acontecer, a resposta que recebem tem um fundo moral e não visa satisfazer a curiosidade de quem quer ver a notícia no jornal.

Depois de avisar para não serem enganados com falsos Cristos e nem se amedrontarem com notícias alarmantes de guerras e rebeliões, ele dá uma ideia de eventos que precederão sua vinda futura para reinar: “Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu” (Lc 21:10-11). Acredito que os versículos 10 e 11 façam parte do que ele diz a partir do versículo 25, quando “haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas”.

Os versículos 12 ao 24 já aconteceram. Os discípulos foram perseguidos, presos e levados à presença dos governantes, aos quais testemunharam de Cristo com notável intrepidez. Todos os apóstolos, exceto João, foram martirizados. Mesmo assim Deus esteve no controle, pois ainda que seus corpos tenham sido mortos Jesus lhes prometeu: “Nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá” (Lc 21:18). Isto porque o crente tem a certeza da ressurreição, como diz a letra de um hino: “Porque ele vive, posso crer no amanhã, porque ele vive, temor não há. Pois eu bem sei, eu sei, que a minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está.”

Se você ainda não tem esta mesma certeza e acha que a profecia bíblica só serve para tema de filmes de catástrofes, é melhor crer em Jesus como seu Salvador e garantir seu lugar no céu.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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