Não foi à toa que Jesus escolheu o pão como figura de seu corpo. Para um pão ser produzido é preciso que o trigo seja triturado, a massa batida e finalmente assada no fogo. Tudo aponta para Cristo, pois “se o grão de trigo… não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto” (Jo 12:24). De igual modo, a uva precisou ser esmagada para se transformar em vinho. Ao dizer “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês… e meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lc 22:19-20) o Senhor mostra que nos substituiu na morte para podermos ter vida.

Na Páscoa os judeus recordavam a bondade de Jeová por libertá-los da escravidão; na Ceia lembramos o Senhor e anunciamos sua morte. Na Páscoa eles comiam o “pão da aflição” (Dt 16:3) que experimentaram quando escravos; na Ceia anunciamos, não a nossa aflição, mas a do Senhor. A Páscoa era retrospectiva; a Ceia é comemorativa e celebrada com a perspectiva futura de nosso encontro com o Senhor, pois a celebramos “até que ele venha” (1 Co 11:26).

A Ceia do Senhor não é uma pregação do Evangelho ou meio de salvação, pois dela participam os que já estão salvos. Não é feita com orações e súplicas, mas com ações de graças. Não nos ocupamos com um ritual, mas com Cristo simbolizado pelo pão e pelo cálice de vinho representando seu corpo e seu sangue. Não são pães, fatias ou hóstias, mas, “um único pão… [pois]somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão” (1 Co 10:17). Não são dadas graças genéricas pelos símbolos, mas pelo pão e pelo vinho: “Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos… Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos” (Mt 26:26-27).

A Ceia não é aberta, mas exclusiva àqueles que foram recebidos em comunhão à mesa do Senhor, que não estejam vivendo em pecado. “Um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada… Com qualquer que, dizendo-se irmão, for imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão, com tais pessoas vocês nem devem comer… Não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Co 5:6-13; 10:21). Assim, aos que estão aptos a participar, a ordem é: “Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice” (1 Co 11:28). Não é um exame para decidir se deve ou não comer e beber, mas para comer e beber: “Então coma do pão e beba do cálice”.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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