Não basta construir torres para vigiar o inimigo; é preciso também cavar cisternas, como fez o rei Uzias, que “construiu torres fortificadas em Jerusalém e… cavou muitas cisternas, pois ele possuía muitos rebanhos na Sefelá e na planície. Ele mantinha trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis, pois gostava da agricultura” (2 Cr 26:9-10). Algumas traduções trazem a palavra “poços”, mas a passagem realmente fala de “cisternas” ou reservatórios de água.

Efésios 5:26 diz que Cristo purificou sua Noiva, a Igreja, “pelo lavar da água mediante a palavra”, e em várias outras passagens a água aparece como figura da Palavra de Deus. Costumamos instalar fechaduras, travas e alarmes para vivermos seguros, mas quem poderia pensar que é cavando “muitas cisternas” que podemos “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11)? “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti”, diz o Salmo 119:11. O Salmo 19 diz que essa Palavra “é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes” (Sl 19:7).

A água das cisternas do rei servia para manter seus rebanhos, além dos “trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis” (2 Cr 26:10). O primeiro Salmo diz que aquele que tem prazer na Palavra de Deus e medita nela é como “árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham” (Sl 1:1-3). Somos aconselhados a beber dois litros de água por dia para vivermos saudáveis, mas quanto da Palavra realmente bebemos? Não estou falando de volume, pois é possível ler a Bíblia inteira em menos de cem horas corridas sem aproveitar uma vírgula. Estou falando de saborear e digerir a Palavra até ela impregnar nossos pensamentos.

Proteção, vigor, sabedoria, refrigério e muito mais você encontra na Palavra de Deus se as “cisternas” de seu coração estiverem sempre cheias dessa água pura. Os 176 versículos das 22 estrofes que compõem o Salmo 119 mencionam a Palavra de Deus. Cada estrofe começa com o nome de uma letra do alfabeto hebraico, e uma antiga lenda dizia que Davi usava este Salmo como uma cartilha para ensinar o alfabeto e a sabedoria de Deus a seu filho Salomão. Faz sentido. Eu aprendi a ler com uma cartilha chamada “Caminho Suave” e não posso imaginar um caminho mais suave do que a Palavra de Deus para aprender a ler, falar e pensar os pensamentos de Deus.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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