A Palavra de Deus mostra claramente que havia, para o ministério, dons de diversos tipos, mas nunca insinua que a Igreja concedesse tais dons, ou que ela dava a autoridade necessária para que fossem usados. Os dons são divinamente concedidos, e a autoridade flui diretamente da Palavra de Deus. “Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (1 Coríntios 12:4-5). Aqui vemos que o Espírito distribui os dons, e que o Senhor dirige os serviços. As nomeações feitas pelo homem e a vontade do homem são coisas que permanecem totalmente de fora.

A nomeação humana para o ministério tem sido a fonte de muito mal em toda a Igreja professa. Tem sido a maneira de empurrar muitos para a obra, pessoas sem nenhuma aptidão para tal. E tem impedido o ministério de muitos que possuem o dom para ele, mas que foram incapazes de cumprir as exigências do sistema humano para que pudessem ser ordenados. Quão solene é que homens coloquem-se entre Deus e aquele a quem Ele dotou para o ministério, ou ordenem para a obra do ministério aqueles aos quais Deus nunca dotou.

Que possamos entender o quão solene é isso, e procurarmos edificar juntamente com Deus e no Seu temor, ainda que isto nos faça separar da grande multidão que está edificando debaixo da autoridade humana. O servo do Senhor é responsável por ser fiel a todo custo, e ainda que venha a servir sozinho, será melhor fazê-lo assim, com a aprovação do Senhor, do que sem esta, mesmo que conte com todo o louvor que vem dos homens. O mundo pode chamar isto de tolice, e seus irmãos podem achar que ficou louco, mas o que importa? Porventura Paulo não foi rejeitado, odiado e perseguido? Continue lendo »


Zaqueu é um homem de baixa estatura que deseja ver Jesus passar e, por causa da multidão, sobe numa árvore. “Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: ‘Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje’. Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria” (Lc 19:5-6). Como Jesus sabia o nome daquele coletor de impostos trepado numa figueira brava? Porque ele é Deus, o Senhor.

O profeta Isaías escreve acerca de um rei, dizendo: “Eu sou o Senhor… que diz acerca de Ciro: ‘Ele é meu pastor, e realizará tudo o que me agrada; ele dirá acerca de Jerusalém: ‘Seja reconstruída’, e do templo: ‘Sejam lançados os seus alicerces’” (Is 44:24-28). Detalhe: Isaías escreveu estas linhas e citou o nome de um rei que iria nascer uns 150 anos depois. Como ele poderia saber? Por revelação divina, como tudo mais nas Escrituras.

Deus sabe o nome de cada pessoa que viveu, vive e viverá, e também “determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome” (Sl 147:4). Os astrônomos não sabem quantas estrelas existem e já não conseguem dar nomes as recém descobertas. Hoje elas são chamadas por códigos alfanuméricos. Mas Jesus sabe o nome das estrelas, de Zaqueu e também o meu e o seu. Ele diz a Zaqueu: “Quero ficar em sua casa hoje” e Zaqueu “desceu rapidamente e o recebeu com alegria” (Lc 19:5- 6). Continue lendo »


Se uma pessoa que tenha aceitado a Jesus Cristo como Senhor de sua vida e único e suficiente Salvador, e venha a “escorregar” em algumas práticas condenáveis e abomináveis aos olhos do Senhor, será salva exclusivamente pela graça? Essa tal ideia não poderia encorajá-la a continuar em seu erro?

Bem, a dificuldade em entender está por não crer na salvação como um fato consumado no momento em que alguém crê em Jesus. Veja que em diversas passagens a Bíblia dá a salvação como algo resolvido, e não como um processo ou uma pendência que ainda teria de aguardar o “bater do martelo” num julgamento final.

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5:24).

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.” (Ef 1:13).

“Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.” (1 Jo 5:13). Continue lendo »


No capítulo 18 de Lucas vimos um rico, que idolatrava suas riquezas, rejeitar Jesus. Na ocasião Jesus comentou: “Como é difícil aos ricos entrarem no Reino de Deus!”, e quando os discípulos perguntaram, “Então, quem pode ser salvo?”, Jesus respondeu: “O que é impossível para os homens é possível para Deus” (Lc 18:24-27). O capítulo 19 começa com Jesus em Jericó e “havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos” (Lc 1:1-2). Jesus mostra agora como o “impossível para os homens”, isto é, alguém salvar-se a si mesmo, “é possível para Deus”.

É significativo o fato de Zaqueu morar em Jericó, cidade amaldiçoada no capítulo 6 do livro de Josué. Jesus irá libertar Zaqueu da maldição do pecado que assola cada coração humano. Ao contrário do rico do capítulo anterior, que queria guardar a Lei mais para ter boa reputação diante dos homens do que diante de Deus, Zaqueu não dá a mínima importância à sua riqueza e posição social. Ele está disposto a se expor ao ridículo para conhecer a Jesus. Por ser baixinho, Zaqueu sobe numa figueira brava, árvore cujo fruto é de má qualidade e uma figura da incapacidade do ser humano pecador de produzir bons frutos para Deus. Continue lendo »